12/11/2016 19:00:00

Expedição Mato Grosso do Sul

Aventureiro percorrerá 2.000 km entre Ipatinga (MG) e Bodoquena (MS)



Por Edlayne de Paula

Mochilas e equipamentos prontos para outra longa expedição pelos lugares mais bonitos do Brasil.

Fernando Lara, Érika Campos, Silvia Venturi


De “arma” na mão, o documentarista da natureza Fernando Lara
Documentarista de natureza, Fernando Lara embarcou na quarta-feira (9) para uma jornada de três meses registrando as belezas da Serra da Bodoquena e do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, que abrigam os maiores observatórios de animais selvagens do mundo e uma quantidade enorme de belezas geográficas ainda pouco conhecidas pelo público.

Fernando Lara não brinca em serviço. Só este ano já percorreu mais de 30.000 km em expedições. Na mais recente jornada, saiu de Ipatinga em direção ao Acre a bordo de uma Toyota Bandeirante Lobo Guará, e de lá foi ver as belezas do Peru, Chile e Bolívia em uma expedição de mais de 15 mil km de estrada.

Fernando Lara, Érika Campos, Silvia Venturi


A Toyota Lobo Guará e os picos nevados dos Andes peruanos
Ele registrou os gigantes da biodiversidade da América do Sul, como o Pantanal do Mato Grosso, a Floresta Amazônica brasileira e peruana e o lago Titicaca, considerado um dos maiores e mais altos do mundo com mais de 8.000 km2 e acima dos 3.000m de altitude.

Fernando encarou temperaturas de 15 graus negativos nos Andes Peruanos e a hostilidade do deserto mais seco do mundo, o Atacama. Na Bolívia, estradas alternativas foram a opção para desviar de trabalhadores mineiros que protestavam bloqueando as rodovias principais do País, obrigando os expedicionários enfrentarem mais de 2 mil km de terreno de puro off Road.

Fernando Lara, Érika Campos, Silvia Venturi


Cachoeira das Fadas, uma das descobertas de Lara em Bodoquena
Bodoquena
Agora, Fernando Lara tem como desafio mais de 2.000 km até a cidade de Bodoquena, que serão percorridos a bordo de uma motocicleta Kawasaki Versys 650cc. Bodoquena é vizinha da conhecida Bonito e compõe uma das regiões de maior beleza cênica do Brasil.

Há alguns anos, o documentarista de natureza encara o desafio de registrar pontos selvagens, incluindo o batismo de cachoeiras e cavernas na região, trabalho realizado em parceria com empresários locais e o Conselho Municipal de Turismo de Bodoquena.

Fernando Lara, Érika Campos, Silvia Venturi


Rio Madeira - Divisa entre Acre e o Rondônia, no caminho para o Peru.
Além disso, Fernando Lara ministra cursos de Treinamento de Selva e Formação de Expedicionários, treinando profissionais e entusiastas para atividades em ambientes hostis, de forma segura e profissional.

As técnicas podem ser usadas por pesquisadores, cientistas, jornalistas e fotógrafos, podem ser esportivas ligadas à prática outdoor e entusiastas, em atividades em ambientes naturais, de cunho profissional ou de lazer.

Fernando Lara, Érika Campos, Silvia Venturi


O urubu-rei acabou dando nome a uma cachoeira
Sobre Fernando Lara
Fernando Lara é documentarista de natureza há mais de 16 anos, e já fez expedições no Brasil e no Mundo. Entre os trabalhos de destaque estão o encontro a menos de quatro metros com uma onça-pintada na Amazônia Brasileira.

Também permaneceu por mais de 40 dias isolado, sem ver nenhum outro ser humano, em meio à Floresta Amazônica Boliviana, em um trabalho para o Instituto Boliviano de Investigação Florestal.

E comandou a Expedição Rotas Verdes Brasil, em que percorreu mais de 21.000 km de motocicleta, registrando 30 unidades de conservação de 20 estados brasileiros em oito meses ininterruptos de Expedição.

Informações sobre o projeto em: www.rotasverdesbrasil.com.br - www.facebook.com/rotas.brasil - instagram: @rotasverdesbrasil.


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