16/11/2016 14:16:00

Aposentadoria ou recomeço?



Tem se tornado uma opção cada vez mais popular transformar a aposentadoria em recomeço. Assim, ao invés de se manter aos velhos hábitos e paisagens conhecidas, muitos têm visto este momento para buscar novas aventuras em novos lugares a serem explorados.

Atentos ao crescimento e potencial dessa tendência, vários países têm facilitado a concessão de vistos e benefícios para essa importante fatia da população mundial.

Um ranking feito há mais de duas décadas vem mostrando ano a ano quais são os melhores locais para quem pretende ter uma nova vida a partir de sua aposentadoria.

A revista americana “International Living” que publica há 25 anos o Índice Global de Aposentadoria elegeu os 23 melhores países para quem planeja viver no exterior após a desejada aposentadoria.

Segundo a revista a primeira posição ficou com o Panamá, que alcançou uma nota de 93,5 numa escala que vai de 0 a 100. O Equador ficou com 92,4; o México com 89,3; a Costa Rica com 88,4; a Malásia com 87,8; a Colômbia com 87,7; a Tailândia detém a nota de 84,8; a Nicarágua de 84,2; a Espanha de 83,6 e Portugal de 82,9 completam as dez cidades mais bem avaliadas.

O ranking é montado por uma rede de correspondentes e colaboradores da revista espalhados pelo mundo, levando em consideração uma série de características que vão tornar a vida do aposentado mais agradável no novo país.

Para a elaboração da lista de 2016, foram considerados 10 critérios: Valor de imóveis para compra ou aluguel, benefícios fiscais e descontos para aposentados, vistos de residência, custo de vida, facilidade de adaptação, entretenimento para aposentados, sistema de saúde, estilo de vida saudável, infraestrutura e clima.

Uma das estratégias mais populares para atrair aposentados é a criação de categorias especiais de vistos com burocracia menor que a de um processo convencional, levando em conta uma redução de impostos.

Primeiro colocado no ranking publicado na última semana, o Panamá oferece um visto permanente a aposentados, que ainda garante diversos tipos de descontos em bens e produtos.

Outros países latino-americanos, como Costa Rica e México, também fornecem vistos de longa duração com pouca burocracia, geralmente exigindo apenas a comprovação de que o estrangeiro recebe pensão em seu país de origem.

Em segundo lugar, o país sul-americano mais bem colocado na lista da revista é o Equador que se destaca pelos benefícios fiscais que concede aos aposentados. Como cidadão sênior a pessoa pode ser reembolsada em até US$ 204 (cerca de R$ 822) por mês só com impostos que estão incluídos em produtos, e ainda possui planos especiais em bancos e supermercados como explicam os correspondentes da revista.

Na 10ª colocação, Portugal se tornou, nos últimos anos, um local atrativo para os aposentados brasileiros. A facilidade do idioma e as proximidades culturais estão entre os fatores que despertam interesse, mas os incentivos fiscais também não podem ser descartados.

Há cerca de três anos, o governo luso criou o programa de Residente Não Habitual (RNH), que garante aos aposentados estrangeiros a isenção de impostos por 10 anos no país europeu.

Para receber o benefício, é preciso alugar ou comprar um imóvel e residir por pelo menos 180 dias por ano em Portugal. Também é necessário que o solicitante não tenha residido em território português nos cinco anos anteriores ao pedido.

Portugal também tem um visto de residência especial para aposentados, que pode ser solicitado em seus consulados no Brasil.

Para que o pedido seja aprovado, é necessário uma renda mensal comprovada de ao menos um salário mínimo português, que em 2016 subiu para 530 euros (R$ 2,3 mil). Para casais, deve ser acrescido o valor de meio salário, ou seja, 795 euros (R$ 3,4 mil).

Na lista elaborada pela revista “International Living”, Portugal se destacou nos critérios infraestrutura, clima, estilo de vida saudável e sistema de saúde.

Apesar de o país fazer parte da zona do euro, o custo de vida também foi bem avaliado, mas pode desencorajar os brasileiros por causa da atual baixa cotação atual do real em comparação com outras moedas.

Segundo a avaliação da revista americana, os países vizinhos do Brasil têm como principais atrativos custo, clima, infraestrutura e estilo de vida saudável.

Além de serem mais baratos e da proximidade geográfica, esses quatro países fazem parte do Acordo sobre Residência do “Mercosul” que garante o direito de moradia e de trabalho aos cidadãos brasileiros sem a necessidade de passar por processos burocráticos e dispendiosos.

Façam as malas!

Sérgio Orlando Pires de Carvalho. Economista, MBA Executivo em Gestão Empresarial, PG em Administração de Empresas e Organizações, PG em Metodologia do Ensino Superior, Consultor Econômico-Financeiro e autor dos Livros “Economia & Administração” e “Guilhermina de Jesus e a Família Brasileira”.
E-Mail: sergiopiresc@terra.com.br
Blog: http://zaibatsum.blogspot.com




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