21/11/2016 17:23:00

Sob pressão


Divulgação

O Atlético entra em campo amanhã contra o Grêmio, iniciando a disputa de 180 minutos em busca do bicampeonato na Copa do Brasil, a segunda mais importante competição do calendário nacional.

Jogando no Mineirão e com o apoio maciço da torcida, era de se esperar que pudesse ser considerado favorito, até mesmo pelo time repleto de “selecionáveis”, alguns deles com salários ao nível de grandes clubes europeus.

Mas a teoria é uma coisa e a prática outra bem diferente, pois neste caso falta equilíbrio entre os setores de defesa e ataque do Galo, que o deixa em pé de igualdade contra qualquer adversário, não apenas este mediano time do Grêmio, que pode surpreender e vencer amanhã no Mineirão.

Prova disso é a campanha do Galo no Brasileiro, onde levou até agora 48 gols, igualando o Figueirense já rebaixado, o que explica porque está fora mais uma vez da disputa do título, mantendo o jejum que já ultrapassa 45 anos sem conquistar a principal competição nacional.

Tenho o maior respeito pelo trabalho do técnico Marcelo Oliveira, mas é fato que não teve competência para arrumar o time defensivamente, e não dá para aceitar suas desculpas de que não foi ele quem montou o time, não teve tempo para treinar, houve contusões em excesso de titulares importantes, etc., coisa e tal.

Cabe uma perguntinha só para derrubar estes argumentos: - De quantos jogos Tite precisou para acertar a seleção brasileira? A resposta é zero. Tite chegou, convocou, comandou dois ou três treinos rápidos e a seleção se reorganizou, virou um time competitivo e não à toa está hoje na liderança das eliminatórias sul-americanas.

Alguém pode dizer que se trata da seleção, com jogadores que atuam na Europa, enfim, outro nível. Nada disso, pois a maioria dos jogadores titulares do Atlético é ou já teve alguma passagem por seleções em seus países, e alguns já disputaram Copas do Mundo.

Sem levantar uma taça importante, a torcida exige desse time a conquista dessa Copa do Brasil para salvar a temporada. Se não ganhar, a tendência é a pressão aumentar a tal ponto que, dificilmente, a comissão técnica atual conseguirá se segurar para o ano que vem.

O técnico Marcelo Oliveira não contava que o Flamengo fosse tropeçar em casa empatando com o Coritiba, e preservou o time titular no jogo contra o rebaixado Santa Cruz, em Recife. Pra variar, a defesa sofreu três gols e o goleiro Giovani saiu como o melhor em campo. Se ganha o jogo, ainda teria chances de terminar o Brasileirão no G-3.


A esperança da torcida é que, amanhã, o time jogue como aquele que enfrentou o Palmeiras. Só assim terá alguma chance, mesmo sendo o Grêmio um time limitado e, ainda por cima, dirigido por um treinador de concepções táticas retrógradas e defasadas.

A torcida do Palmeiras está em êxtase, se preparando para comemorar o primeiro eneacampeão nacional, considerando os dois títulos que possui da época em que o Brasileirão se chamava “Troféu Roberto Gomes Pedrosa”. Melhor ainda, em casa, contra a simpática Chapecoense, que também é verde. Basta um empate para o Palmeiras, que pode se sagrar campeão mesmo se perder, caso o Santos não ganhe do Flamengo, no Maracanã.

Admiro o técnico Dorival Junior pela sensatez, sendo um dos poucos “professores” da sua classe com autoridade, capacidade e inteligência para criticar, botar às vezes o dedo nas feridas do nosso futebol, mas acho que se equivocou inteiramente na entrevista após o empate contra o Cruzeiro, ao atribuir aos erros da arbitragem a perda do título nacional pelo Santos.

Ninguém contesta a ruindade da arbitragem da CBF, mas como todo jogo é decisão numa competição de pontos corridos, seu time perdeu o título quando deixou para trás seis pontos ao ser derrotado por dois rebaixados, - Figueirense em casa e América no Independência -, exatamente a distância que o separa do líder Palmeiras.

“Foi bonita a festa, pá!”. De parabéns a cidade de Curvelo, que inaugurou seu autódromo no último domingo sediando uma disputa nacional da Stock Car. Segundo informações da Prefeitura local, a cidade, com pouco mais de 80 mil habitantes, recebeu cerca de 120 mil turistas em razão do evento neste fim de semana.

A iniciativa poderia servir de inspiração para os políticos da região, já que Ipatinga possui muita tradição neste segmento através do kartismo. No governo de Jamill Selim de Salles, início dos anos 80, chegou-se a ventilar a construção de um Autódromo numa área próxima à Lagoa Silvana, que hoje virou um grande empreendimento imobiliário. Sonhar não custa nada. (Fecha o pano!).




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