28/11/2016 16:46:00

Grande campeão



Divulgação

O Palmeiras é campeão brasileiro, o Flamengo ficou em segundo lugar e o Santos em terceiro na classificação para a Copa Libertadores. Opa! Mas, cadê o Galo? Onde está o time cantado em prosa e verso pela imprensa festiva nacional, imitada aqui nos nossos grotões, como o dono do maior e melhor elenco do futebol nacional?

A resposta é: o Atlético está apenas no quarto lugar, ou seja, sem vaga garantida na Libertadores, pois terá de passar por um autêntico vestibular, um mata-mata onde vai enfrentar outra equipe sul-americana, sem a garantia de nada.

Tem ainda uma chance para reverter esta situação esdrúxula, levando-se em conta o investimento feito por sua diretoria, que é derrotar o Grêmio, amanhã, na casa do adversário, em Porto Alegre, por uma diferença superior a dois gols, algo improvável, mas possível de acontecer, o que lhe daria a vaga na maior competição do continente.

Aliás, só o Palmeiras merece aplausos pelo conjunto da obra neste Campeonato Brasileiro, cujo nível técnico, mais uma vez, foi sofrível.

Após a conquista do título no último domingo, o técnico Cuca foi incitado a dizer quem, na sua opinião, poderia ser considerado o “craque” da competição.

Parou, pensou, e perguntou: - Só um? Depois completou dizendo que poderia ser Moisés (ex-América), Dudu (ex-Cruzeiro), Tchê Tchê, o goleiro Jaílson, ou o garoto Gabriel Jesus, já vendido ao futebol inglês por mais de R$ 100 milhões.

Perfeito, Cuca. Este foi o diferencial do Palmeiras para conquistar o título com uma rodada de antecedência e sem nenhuma contestação.

Com admirável competência, Cuca soube administrar os problemas e remover as pedras do caminho, que o levou a conquistar o primeiro título nacional da sua vitoriosa carreira, fazendo prevalecer o coletivo, um time seguro na defesa e eficiente no ataque, tendo liderado 29 das 38 rodadas.

A torcida e a diretoria do Palmeiras querem que ele fique para dirigir o time na Libertadores ano que vem, mas Cuca poderá voltar à China, seduzido por uma proposta de aproximadamente R$ 2 milhões mensais por temporada. Como diria o amigo Manoel Bretas, o Badé, “é dinheiro para rapar com a enxada”.

•Só não vejo graça alguma na atitude da torcida palmeirense que, diante da execução do Hino Nacional, canta o nome do clube sobre a letra original. Em qualquer lugar do primeiro mundo isso seria considerado um abuso, um verdadeiro absurdo, podendo ocasionar até punição ao clube.

Mas aqui nos nossos grotões alguns colegas, inclusive em rede nacional, até acham legal e engraçado esta imbecilidade. Também pudera! Num país onde a educação é tratada como artigo supérfluo, o que não pode faltar é energúmeno e gente incivilizada.

•Nada a comemorar nesta reta final do Brasileirão por parte do torcedor mineiro. América rebaixado, Cruzeiro só lutou para não cair e o Galo nem sequer conquistou vaga direto na Libertadores. E ainda por cima, com técnico interino, time reserva, perdeu de virada para o também desarrumado time do São Paulo, em pleno Independência.

Todas as atenções ficam voltadas agora para a final da Copa do Brasil. Se depender de boa conversa, o técnico interino, Diogo Giacomini, pode até conseguir a façanha de derrotar o Grêmio por três gols de vantagem, ou dois gols para levar a decisão aos pênaltis, e se sair vencedor calando os mais de 50 mil gaúchos que vão lotar a arena do tricolor.

•Incrível como algumas pessoas de comportamento calmo e sereno fora de campo se transformam completamente e tornam-se insuportáveis quando participam de um jogo de futebol. Este é o caso do técnico do Cruzeiro, Mano Menezes que, ultimamente, tem exagerado nas reclamações e contabilizado expulsões, prejudicando a sua equipe. Desta vez ele se insurgiu contra a não marcação de um suposto pênalti contra o Internacional, pelo árbitro paulista Marcelo Aparecido de Souza.

•Depois do jogo, na entrevista coletiva, teve de dar o braço a torcer, reconhecendo o erro e os exageros de sua parte nas reclamações, pois a bola pegou no rosto, e não na mão do jogador do Inter. Aproveitando o clima natalino, alguém no Cruzeiro deveria lhe presentear um chá de maracujina, com um ditado popular bem mineiro escrito no cartão: - Quem fala muito dá bom dia a cavalo! (Fecha o pano!)




Envie o seu Comentário