06/12/2016 10:09:00

O que virá depois da comoção? Gestão de crise à vista!




A semana passada ficou marcada pela comoção mundial com o acidente aéreo que vitimou jogadores, dirigentes e comissão técnica da Chapecoense, além de jornalistas que foram cobrir a partida, e convidados do clube. Ficamos extremamente emocionados e surpreendidos, também, com a empatia e competência do povo Colombiano que nos ensinou várias coisas e entre as principais, a capacidade de gestão de uma catástrofe.

A pergunta é: e se fosse o contrário? O Brasil, seu povo e suas instituições conseguiriam dar respostas tão rápidas, tão imediatas como foi dada pela polícia, IML, corpo de bombeiros, clínicas, hospitais e judiciário de Medelin que proporcionaram, em 03 dias, a disponibilização dos corpos das vítimas do voo da Lamia?

Há vários ensinamentos que, além de quanto somos extraordinários quando uma tragédia nos consome e o quanto nos distanciamos dessa excelência no dia a dia, nos mostra, também, que o capitalismo nos leva a atitudes extremas e que colocam a vida em segundo plano.

Para economizar tempo e Dez mil reais por uma parada para reabastecimento em Bogotá, a ganância fez com que 71 famílias perdessem, na maioria dos casos, o seu provedor, aquele que traz o sustento para seus entes queridos. Vimos conluio e contemporização de agências reguladoras, sindicatos de aeroviários e ministério da aeronáutica da Bolívia com o setor privado, especificamente, com a empresa aérea Lamia que, depois desta tragédia, descobriu-se que várias outras, por sorte, não aconteceram, apesar da conjugação de todas as omissões desses atores citados. É mais um exemplo da ineficiência do estado, entendendo que a Bolívia consegue ser pior que o Brasil nesse aspecto.

A Associação Chapecoense de Futebol, uma organização do terceiro setor, chamava a atenção pelo seu modelo de gestão que contemplava (o que é raro em termos de futebol brasileiro) o equilíbrio das finanças aliado a formação de um grupo de atletas competitivo que, por sua vez, possibilitavam o alcance de resultados dentro do preceito “menor input, maior output” (se quiser, podemos afirmar também, “fazer mais, com menos”).

Esse modelo chegaria a seu ápice com o título Sul-americano de clubes. Uma espécie de 2ª competição do continente que inclui alguns times da prateleira de cima do futebol do continente assim como uma maioria de aspirantes a ela. Vimos, mesmo com a perde de boa parte da diretoria, a parte que ficou ser capaz de organizar o velório coletivo com senso estético e grandeza que o momento exigia.

Mas, a partir dessa semana, será a hora de recolher os cacos. Juntar o que sobrou e levantar as necessidades. Haverá duas frentes: o follow up das medidas burocráticas e jurídicas necessárias para viabilizar o atendimento do que contratualmente a entidade tinha com os atletas e funcionários falecidos e, a outra, a montagem de um novo grupo de dirigentes, comissão técnica e atletas para as competições do próximo ano. Dentro desse contexto, entra uma especialidade que, cada vez mais, profissionais com essa capacidade são demandados: Os gestores de crise.

Vale lembrar que, recentemente, temos convivido com desdobramentos de situações que, guardada as devidas proporções, antecederam a tragédia da Chapecoense. O Brasil, quase que substitui uma pela outra. Tivemos, relembrando no mês passado, 01 ano da tragédia de Mariana. Em março, a tragédia do Impeachment. Um pouco antes, em 2013, o incêndio da boate Kiss que pegou fogo enquanto acontecia um evento para universitários como atração principal a banda Gurizada Fandangueira. Em 2012, pouco antes das eleições, O acidente de avião com o ex-candidato à presidência da República Eduardo Campos e mais seis pessoas.

Essas tragédias, até hoje, muitos que se debruçaram e ainda se debruçam para gerir as suas consequências e preparar o soerguimento, sejam de pessoas ou das organizações afetadas. Existe, para que se tenha uma ideia, até, pós-graduações especializadas no tema que, de alguma forma, são trabalhadas sob duas perspectivas: A gestão da produção e a gestão da comunicação social.

O gerenciamento de crise é uma atividade que visa minimizar, reduzir ou se possível eliminar os impactos causados por essas adversidades, para que a organização tenha o menor prejuízo financeiro e reputacional possível. A gestão de crises, segundo a Race Comunicação, empresa especializada no tema, é um processo amplo e que envolve todas as áreas da empresa e seus respectivos gestores. Em situações como essa, cria-se um comitê e indica-se um líder, que irá coordenar a equipe durante a emergência.

Esse grupo irá definir quais os próximos passos que serão tomados consultando o manual de crise previamente elaborado, seja na área jurídica, segurança do trabalho, suprimentos, operações etc. Caso a crise seja diretamente ligada à comunicação, o manual de crise foi elaborado pela equipe interna de comunicação ou pela agência de assessoria de imprensa ou relações públicas.

Por isso, vale perguntar: a sua organização preocupou-se em elaborar um “Manual de Crise”? E não pense que seja exclusivo das grandes corporações. Não é. Digo ainda mais, talvez seja mais importante do que para as gigantes, uma vez que pela pujança menor da organização, esta corra muito mais risco de sucumbir aos ataques externos e, sobretudo, os jurídicos e de opinião pública.

Nessa semana que sucede à tragédia com o avião da Lamia que transportavam jogadores e afins da Associação Chapecoense de Futebol, além da reflexão dos nossos valores humanos e éticos, vale a pena discutir com nossos pares nas organizações em que estamos inseridos se um manual para esse fim possa ser considerado, em que pese a sua perpetuidade.

DICA DE EMPREGO

Fiscal de Caixa
Pré-requisitos:
• necessário de atuação em cargos similares na liderança de equipe e serviços;
• escolaridade mínima ensino médio completo;
• desejável cursando nível superior.

Manicure
Pré-requisitos:
• ser especialista em unhas em gel, com experiência;
• Grau de Escolaridade;
• Superior;
• Conhecimento de computação.


Reação dos Leitores





Envie o seu Comentário