10/12/2016 11:59:00

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A temporada do futebol 2016 será encerrada hoje, com a realização da última rodada do Campeonato Brasileiro, mas infelizmente, sem o interesse e entusiasmo que o acontecimento merecia, devido ao impacto de uma tragédia que abalou o mundo.

Dessa forma, ou mesmo assim, é que o nosso futebol continuará por um bom tempo, sendo que ninguém de sã consciência seja capaz de determinar como e quando irá parar, mesmo sabendo, nós todos, que a tragédia com a delegação da Chapecoense jamais será esquecida.

No meio da semana, já tivemos a decisão da Copa do Brasil e a confirmação do título pelo Grêmio, ao administrar o empate de 1 a 1 em casa, depois da vitória por 3 a 1 no primeiro jogo, disputado no Mineirão, que o colocou com a mão na taça.

Neste caso, prevaleceu a melhor organização tática dos gaúchos, turbinados pelo motivador e dublê de treinador, Renato Gaúcho, que teve o mérito de não mexer no esquema da equipe, herdado de seu antecessor, Roger Machado, que será o técnico do Galo em 2017.

Cruzeiro e América se preparam para encerrar logo mais a temporada que, para ambos, deve ser esquecida. No caso do Coelho, ficou iludido com a conquista do estadual, e decepcionou no Brasileirão, onde esteve quase todo o tempo no Z-4.

Vai se despedir hoje, diante do Santos, na Vila Belmiro, com um time quase todo de garotos, sendo esta a sua esperança no futuro para retornar à elite do futebol nacional o mais rápido possível.
O Cruzeiro teve, pelo segundo ano consecutivo, outra temporada que nem merece ser lembrada, sem conquistar um título sequer.

A torcida celeste, desacostumada com essa situação, chegou a se desesperar em determinados momentos, ao ver o time, por várias rodadas, encravado na zona de rebaixamento.

Menos mal que hoje, diante do Corínthians, dentro de casa, com um simples empate, garante vaga na Copa Sul-Americana do ano que vem, o que é muito pouco para a grandeza do clube, mas já que não tem tu (Libertadores), vai tu mesmo.

Mas pelo menos a sua diretoria já começou a planejar a próxima temporada, com a manutenção do técnico Mano Menezes, e duas boas contratações, do zagueiro Caicedo, titular da seleção do Equador; e o lateral Diogo Barbosa, que fez um bom campeonato pelo Botafogo.

O torcedor do Galo está na expectativa quanto ao futuro da equipe que, depois de vários anos ganhando títulos, também vai fechar a temporada em branco. Há um consenso entre todos no clube de que é preciso reforçar o setor defensivo, o ponto fraco do atual elenco.

O desequilíbrio foi a marca registrada da equipe que, para a maioria da crítica nacional, tem o melhor elenco do país. Se por um lado conta com um ataque poderoso, formado por Fred, Robinho e Lucas Pratto, sua defesa é uma das mais vazadas do Brasileirão, com 50 gols sofridos. O campeão, Palmeiras, sofreu até agora apenas 31 gols.

A esperança de que o novo técnico, Roger Machado, contratado para 2017, possa dar um padrão tático à equipe, como fez com o Grêmio, é enorme por parte da torcida alvinegra.

Aproveitando as características dos jogadores, sem nenhum medalhão ou jogador que ganhe mais de 300 mil por mês - hoje é quase o salário mínimo do Galo -, Roger conseguiu fazer do Grêmio um time competitivo, cabendo a Renato Gaúcho, que o sucedeu, dar o toque que faltava e torná-lo vencedor. Se vai dar certo no Galo, só o tempo dirá, mas é uma boa aposta.

Por falar em técnicos, Levir Culpi foi um dos que prestou solidariedade à Chapecoense, se oferecendo para treinar o time sem receber salários até o meio do ano que vem. Mostrando que deseja continuar primando pela organização e bom planejamento, a nova direção da Chapecoense agradeceu, mas explicou que sua intenção era ter um técnico para a temporada inteira, até o fim de 2017. Como o salário de Levir é alto para os padrões do clube, optou por Vagner Mancini, pagando o salário normalmente.

Pé de manga não dá jaca. O prefeito eleito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, convidou para ocupar alguns dos principais cargos da sua assessoria gente da melhor qualidade ligada ao esporte. De todos os nomes anunciados, parabenizo principalmente pela escolha do jornalista Chico Maia para chefiar a área de Comunicação.

A escolha surpreendeu muita gente, sobretudo porque no nosso país, para se ocupar um cargo público comissionado, não é comum exigir competência, mas sim que tenha participado da campanha ou seja puxa-saco do prefeito. Não é o caso do amigo Chico Maia, que prima pela qualidade e seriedade em o tudo que faz. (Fecha o pano!).




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