17/12/2016 11:37:00

Início desastroso



Divulgação

Um dos temas mais discutidos na mídia na última semana foi a utilização, pela primeira vez, do árbitro de vídeo, durante uma partida oficial do Mundial de Clubes disputado no Japão.

Aqui, bem antes de a dona Fifa admitir o interesse na utilização do árbitro de vídeo, sempre fomos a favor, entendendo que os velhinhos da casa que comanda o futebol no mundo, como de costume, estavam atrasados, inclusive, em relação a outros esportes, que já adotaram e se adaptaram ao sistema há algum tempo.

Mas, a julgar pelas duas partidas onde se tentou aplicar a nova tecnologia, a intervenção do árbitro de vídeo foi desastrosa, o que obviamente não quer dizer que essa tecnologia não possa ser útil no futuro.

O problema é a quantidade de gente que se julga “entendedora” de futebol, que aparece nessa hora dando pitacos, sem conhecer nada de nada, principalmente da tecnologia a ser empregada, pois uma coisa depende da outra.
Sempre considerei a interferência do vídeo na arbitragem do futebol uma questão de justiça e não abro mão disso.

Agora, entendo também que jamais se conseguirá abolir totalmente os erros, pois a injustiça faz parte do universo e da vida dos seres humanos.

O árbitro de vídeo tem o objetivo de reduzir o grau de injustiças que ocorrem no futebol. O que já seria louvável, o que já justificaria sua adoção. Imaginar que ele (ou qualquer outro recurso), interpretado pelo olho humano, vai acabar com a injustiça no campo, ou no mundo, é acreditar que o Sargento Garcia vá prender o Zorro.

Concordo com a análise da maioria dos ex-juízes, agora comentaristas, que apontaram os erros do árbitro de vídeo e do árbitro de campo, mas não vejo solução técnica para fazer a correção sem parar o jogo, minimamente.

Outro aspecto importante a ser considerado, caso se queira mesmo reduzir as injustiças ao grau mínimo no futebol, tem a ver com a proibição de o árbitro voltar atrás depois do jogo reiniciado, como determina a regra atual, que terá de ser flexibilizada.

Claro que a intervenção do vídeo numa partida oficial de futebol, não deve parar o jogo por mais de dois minutos, como aconteceu neste jogo-teste, mas isso se resolve com o tempo, e com estudo, planejamento, treinamento do recurso tecnológico, que, repito, não são tão simples e que ainda levarão tempo para prestar sua colaboração ao futebol.

Por ora, se estivesse entre nós, o saudoso comentarista Osvaldo Faria “coragem para dizer a verdade” diria que a dona Fifa “jogou as melancias em cima do caminhão e saiu andando, acreditando que a carga iria se ajeitar naturalmente”.

Neste período de recesso das competições oficiais, os protagonistas passam a ser os cartolas e empresários de jogadores, movimentando um mercado milionário, e onde bravatas e notícias plantadas de acordo com os interesses de cada uma das partes fazem parte do jogo. Dos três grandes da capital, o Cruzeiro é o que já se movimentou oficialmente buscando dar uma nova cara à equipe em 2017.

Paulo César Tinga, 38 anos, ex-jogador bicampeão brasileiro em 2014-15, foi apresentado como novo Gerente de Futebol, cargo que estava vago desde que Valdir Barbosa deixou o clube em 2015. Foram apresentados, ainda, dois novos jogadores contratados e duas boas apostas: o zagueiro equatoriano Caicedo, titular da seleção de seu país; e Diogo Barbosa, ex-lateral esquerdo do Botafogo. Quanto ao sonho de consumo da torcida celeste, o artilheiro Marcelo Moreno, depende de duas palavrinhas: “quanto custa”.

No Galo, as especulações davam como certa a venda de Lucas Pratto por cerca de 15 milhões de euros. O certo é que o clube precisa vender um de seus astros para equilibrar o caixa e, de todos, o argentino é o mais valorizado no momento, pelas convocações recentes à seleção de seu país. O diretor de futebol, Eduardo Maluf, com a saúde em dia, está à frente das negociações do clube, o que dá tranquilidade e certeza de que o Atlético não levará banda de ninguém.

O zagueiro Bruno Rodrigo, dispensado pelo Cruzeiro, estaria desembarcando na Cidade do Galo, numa transação parecida com a de Leonardo Silva, que acabou se tornando capitão e o maior zagueiro na história recente do clube. A conferir, pois um raio muito raramente cai duas vezes no mesmo lugar.

Quanto às especulações sobre a contratação dos volantes ex-corintianos Elias e Paulinho, bastaria o clube se livrar de Junior Urso, Cleiton, Hyuri, Carlos Eduardo, Ed Carlos, Ronaldo Conceição, entre outros, cujos salários dariam para pagar com sobras esses dois bons reforços. (Fecha o pano!).




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