30/12/2016 13:02:00

Boas Festas



Divulgação

Fim de ano e o futebol em recesso, mas a bola não para. É festa pra todo lado, e a cada dia acontece um jogo beneficente. A boleirada adora esse tipo de congraçamento. Uma contradição, haja vista que muitos deles passam o ano reclamando do excesso de jogos, e agora que podem ficar com a família, passam o tempo jogando aqui e ali.

Enquanto isso, sobram especulações e poucas transferências. É neste momento que os torcedores avaliam quem tem mais aptidão para fechar novas contratações. E como o mercado chinês hoje manda no mundo inteiro, no futebol inclusive, os melhores jogadores do Brasil e de outros países não perdem o cavalo arriado e partem para esse novo Eldorado de olho na sonhada independência financeira.

No futebol mineiro, América, Atlético e Cruzeiro tiveram um ano péssimo. O Coelho, apesar do brilho momentâneo da conquista do estadual, voltou à série B. O Cruzeiro lutou contra o rebaixamento no Brasileiro. Mas o Atlético foi a maior decepção do ano.

E, pelo menos por enquanto, o trio não animou seus torcedores com o anúncio de reforços de peso para 2017. Por sinal, o presidente Gilvan Tavares está em situação difícil. Prometeu uma grande contratação como presente de aniversário do clube, que completará 96 anos dia 2 de janeiro e, até agora, nada de concreto.

E o futebol profissional foi um fiasco no Vale do Aço. Novo Esporte e Ipatinga sumiram do mapa. Já o Social de Coronel Fabriciano estará novamente na disputa do Módulo II para voltar à elite estadual.

É preciso que os clubes do interior entendam que não se faz futebol profissional sem dinheiro, e não adianta ficar na expectativa que poderes públicos possam contribuir de maneira efetiva. Em primeiro lugar, não é o papel do Executivo atuar nessa questão. Depois, é por demais conhecida a situação de penúria geral devido à crise.

No caso de Ipatinga, pelo menos existe a vantagem da liberação do Ipatingão, mas vai longe o tempo em que as prefeituras davam um suporte mais expressivo aos clubes.

Na outra ponta do esporte está o futebol amador da cidade, e este ano a entidade teve grandes dificuldades para se manter, devido à falta de recursos. Por isso, algumas competições foram canceladas, mas no cômputo geral a direção da LDI ainda viabilizou campeonatos em diversas categorias.

A expectativa é de um ano promissor, mesmo com uma crise anunciada, mas tomara que o novo governo encare o futebol amador com o merecido carinho, haja vista o poder de socializar as pessoas, especialmente a garotada das divisões de base.

Cidadãos como Argentino Moreira, que deram a sua vida para que o esporte atuasse como válvula de escape para retirar as crianças da rua, merecem ter um reconhecimento com a continuidade dessa prática, hoje um direito social.

LEMBRANÇAS
Do árbitro Ercides Bisse, que, durante muitos anos, atuou pela Liga de Desportos de Ipatinga. Mesmo tido como polêmico, sempre foi coerente em suas decisões.

E saudades de Sandro Alex, Adailton e Márcio Henrique “Mudinho”, da equipe de handebol de Ipatinga, Cristiano Paredão, Edson Santos, Anderson Coquinho, Adalberto, Kennedy, Eduardo Belinato, Wemerson, Marco Tadeu, Rivanildo, Fabrício e tantos outros comandados pelo professor Péricles.

Contato com a coluna: roberto50mg@hotmail.com.


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