06/01/2017 17:19:00

Novos rumos no esporte em Ipatinga



Divulgação

O prefeito Sebastião Quintão nomeou o desportista Carlos Oliveira para comandar a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer. Ex-diretor do Ipatinga, ele ultimamente supervisionava as escolinhas do Tigre.
O esporte da cidade passou por sérias dificuldades em 2016, por falta de repasse dos convênios. A LDI só conseguiu recursos externos, via renúncia fiscal, para bancar as competições nas categorias de base.

A indicação de Carlos Oliveira despertou grande expectativa no futebol amador. Embora tenha atuado exclusivamente no profissional, Oliveira militou na cobertura esportiva na Rádio Vanguarda e sabe da importância de fortalecer os clubes tradicionais do amadorismo. Agora, é aguardar o plano de trabalho do secretário que, primeiramente, terá de conhecer o potencial da pasta que assumiu.

Em relação à estrutura física, alguns campos precisam de melhorias pontuais. Já o estádio Ipatingão, principalmente o gramado, terá de depender de recursos federais. E o Centro Esportivo e Cultural 7 de Outubro, ora transformado em moradia para pessoas em situação de rua, precisará ser completamente revitalizado. De modo geral, no entanto, Ipatinga conta com boa estrutura para dar suporte a várias modalidades.

O mais importante é que Oliveira saiba ouvir os dirigentes e que, desse diálogo, surjam iniciativas capazes de beneficiar o futebol em Ipatinga. E que o novo titular da pasta consiga resgatar o potencial do especializado. Não custa lembrar que, no passado, a cidade sempre se destacou, tendo sido pentacampeã no JIMIS – Jogos do Interior de Minas Gerais, e tinha uma equipe de Handebol que encarava as melhores do país. Sabemos que o momento é de dificuldades, mas com bom senso e algumas iniciativas, será possível dar a volta por cima e resgatar o esporte amador da cidade.

CADEIRAS
Desde a instalação de cadeiras no Ipatingão, vez ou outra era levantada uma polêmica. E nunca se chegou a um consenso, em vista de exigências pontuais em nome da segurança e da criação de áreas de escape no caso de ocorrer algum tumulto. Em meio a tantas ordens e contraordens, foi exigida a retirada de cadeiras que deixaram um enorme vazio e, diga-se de passagem, acabou gerando uma situação ridícula, digna de chacotas em âmbito nacional.

Curiosamente, nas transmissões de jogos de todas as séries, incluindo a chamada elite nacional, é fácil perceber que alguns estádios continuam com praticamente a mesma estrutura das últimas décadas. E se analisarmos com base na quantidade de público, o Ipatingão provavelmente deve ser o estádio que mais tem portões no planeta. E nunca foi verificada nenhuma briga ou conflitos de grande proporção que justificasse a criação de enormes vazios.

PROFISSIONAL
Sempre fui um dos defensores de necessidade da formação de um time profissional em Ipatinga, mas dentro do mais correto. Nos moldes de uma empresa privada, capaz de caminhar com as próprias pernas. É preciso entender que o clube precisa montar uma estrutura para se manter, viver de suas rendas, realizar parcerias, buscar patrocínios , para ter o seu CT e as demais instalações necessárias para se projetar nacionalmente.

O poder público pode participar, mas indiretamente. Em Ipatinga, por exemplo, a cessão do estádio para os jogos já representa um importante suporte. Mas é impensável nos tempos atuais uma prefeitura transferir vultosas somas de recursos, que fazem muita falta na saúde, educação e outras áreas. Nesse contexto, parece cada vez mais difícil que se materialize o sonho de um time profissional em Ipatinga capaz de reviver os áureos tempos do Tigre.

LEMBRANÇAS
Do Torneio Regional do Clube Casa de Campo, realizado anualmente, com grande número de atletas e equipes qualificadas.
O torneio fez história ao revelar bons jogadores e serviu de inspiração para outras cidades, que apostaram no futsal como carro-chefe do esporte especializado, conforme ocorreu durante muitos anos no Vale do Aço.

Contato com a coluna: roberto50mg@hotmail.com.


Reação dos Leitores





Comentários

Esportista

06 de Janeiro, 2017 | 17:50
A definição do cargo é clara: "Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer.", portanto esperamos que o Sr.Carlos Oliveira não tenha olhos somente para o futebol.

Um passado muito triste, foi o mandato anterior ter excluída a tradicional corrida de rua da Cidade. Através da corrida comemorava o aniversário da cidade com vários turistas de outras cidades que corriam aqui.

Podemos ainda confirmar que entre outras, a corrida de rua é o esporte que mais cresceu na cidade, sendo acompanhado com o ciclismo (a secretária do esporte sabia disso?)

Hoje, além do futebol, temos vários profissionais e até empresário que acompanham de perto esses esportes, entretanto, poderia ter ideias de eventos, bem como melhorias do esporte em nossa cidade.

Ainda cedo, mas esperamos que volte com a tradicional corrida de rua, com o Handebol como mencionado acima, a tradição dos times de salão. Sabemos que o caminho é longo, mas não deixe que a pressão dos dirigentes fortaleça somente o futebol, temos várias modalidades em nossa cidade que são exemplos lá fora.
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