07/01/2017 07:01:00

Secretário que defendeu ‘matar mais’ nos presídios deixa o cargo

Filho do deputado estadual, Cabo Júlio (PMDB), ocupava cargo no governo Michel Temer




Bruno Julio ocupava secretaria do governo Michiel Temer

O secretário Nacional de Juventude do governo Michel Temer, o mineiro Bruno Júlio (PMDB), deixou o cargo nesta sexta-feira depois de suas declarações sobre os massacres nos presídios do Amazonas e de Roraima.

Em entrevista para o site HuffPost Brasil e para o jornal O Globo, Júlio afirmou, comentando a barbárie, que “tinha era que matar mais” e “tinha que fazer uma chacina por semana”. Os massacres deixaram 91 mortos. A saída do secretário será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

“Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, né? Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana”, afirmou Júlio na declaração que provocou sua queda. O agora ex-secretário é presidente licenciado da Juventude do PMDB e filho do deputado estadual de Minas Gerais Cabo Júlio (PMDB).

“Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, né? Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana”, afirmou Júlio, filho do deputado estadual mineiro Cabo Júlio


A entrevista ganhou forte repercussão no momento em que os massacres entre criminosos nos presídios é notícia global. O escândalo bateu às portas do presidente Michel Temer e o filho do cabo Júlio foi exonerado do cargo.

No Facebook, Júlio ainda tentou amenizar a sua fala. “O que eu quis dizer foi que, embora o presidiário também mereça respeito e consideração, temos que valorizar mais o combate à violência”, escreveu.

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Reação dos Leitores





Comentários

José Eduardo

08 de Janeiro, 2017 | 07:13
Parabéns pela fala! Representou uns 80% ou mais da população brasileira, vamos apoiar pensamentos assim na próxima eleição!

Moises

07 de Janeiro, 2017 | 08:01
FALOU O QUE MUITOS QUERIAM OUVIR OU MESMO FALAR , SEM HIPOCRISIA .
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