07/01/2017 12:26:00

Alguma dúvida?



Divulgação

O ano de 2016 foi pródigo em tragédias, mas também de acontecimentos inéditos no futebol como, por exemplo, ocorreu em outubro, quando se enfrentaram, pela primeira vez na temporada, criatura e criador.
Foi no jogo entre Manchester City da Inglaterra, dirigido por Pep Guardiola, e o Barcelona de Lionel Messi. Bons tempos eram aqueles para Guardiola, em que ele dirigia o Barça e podia passar instruções a Lionel Messi (se é que Messi precisa de instruções dos técnicos).

Agora, o melhor de todos os técnicos no mundo, ao contrário, se vê obrigado a enfrentar Messi, e o resultado naquele jogo histórico foi desastroso para ele e sua milionária equipe: o craque argentino fez três gols, desmantelou o Manchester City, que foi goleado por 4 a 1.

Mas, enquanto vou comendo deliciosas goiabinhas verdes com sal, sob a sombra do arvoredo cujas folhas balançam mais que passista de escola de samba, respirando a brisa que vem do mar da Ilha de Guriri, vamos e convenhamos.
O quê um técnico, mesmo sendo Pep Guardiola, pode fazer quando enfrenta Messi, se ele estiver inspirado? Acho que nada. Aliás, tenho certeza, que não pode fazer nada, conforme ficou demonstrado neste jogo emblemático válido pela Liga dos Campeões da Europa.

Então, agora, estou chegando onde queria chegar com o meu raciocínio, que não deixa de ser ponto recorrente nesta coluna, pois eis então a prova de que, ao contrário do que muita gente, inclusive colegas respeitados da crônica insistem em dizer, devemos, sim, relativizar o poder, a importância dos técnicos, os chamados “professores”, no nosso futebol.

Ficou claro para o mundo inteiro que, diante do poder (este sim), magia, genialidade do argentino, o melhor técnico do mundo (alguém tem alguma dúvida?), Pep Guardiola, não pode fazer nada, pois não entra em campo, não pode fazer uma falta para impedir uma arrancada de Messi, enfim, não chuta nem marca ninguém.

O quarto gol do Barcelona nesta vitória sobre o Manchester City valeu pela qualidade mostrada por outro craque, o nosso Neymar (craque do Tite também), mas a rigor nem era preciso, pois a esta altura Messi já tinha destruído o Manchester City do ex-parceiro.

Por falar em craques, reconheço que fazer comparações é um instinto natural do ser humano, em qualquer atividade. Estamos sempre comparando qualidades ou defeitos dos outros. No âmbito de uma competição, como é o caso do esporte, então nem se fala. Há quantos anos persiste a comparação entre Pelé e Maradona, criada, é claro, pelos argentinos, e inocentemente (ou generosamente) adotada pelos brasileiros?

No caso atual, por exemplo, as comparações (quase) permanentes entre Messi e Cristiano Ronaldo, ou mesmo entre Messi e Neymar, me deixam meio absurdado. E vou logo esclarecendo um ponto importante dessa contenda: não há aqui nenhum demérito para Cristiano Ronaldo, nem para Neymar, para nenhum jogador de futebol, no mundo, ficar logo abaixo de Messi.

Como não era demérito ficar logo abaixo de Pelé. Aliás, nem de Maradona, registre-se. O famoso e vaidoso CR7 é jogador de primeiríssima linha. Neymar, a mesma coisa. São dois dos maiorais no contexto do futebol mundial. Agora: ficar discutindo se um ou outro, Neymar ou Cristiano Ronaldo, é melhor, ou mesmo igual, a Messi, é algo que não pode ser levado a sério. É perda de tempo. Que o diga o Pep Guardiola. Se alguém ainda tiver alguma dúvida, pergunte a ele.

A primeira semana de 2017 foi pródiga em boas notícias para o futebol regional. O Social de Coronel Fabriciano, agora presidido pelo ex-prefeito Chico Simões, esbanja otimismo e volta a pensar grande, falando em voltar à elite do futebol mineiro. O Ideal também sinaliza uma volta ao profissionalismo no segundo semestre (tomara que seja de forma organizada financeiramente) para disputar a terceira divisão estadual, juntamente com o Ipatinga, ou talvez, o Novo Esporte.

Em Ipatinga, o ex-repórter e dirigente do Tigre, Carlos Oliveira, foi nomeado Secretário de Cultura, Esporte e Lazer, uma escolha justa e inteligente do prefeito Quintão, pois Carlão além de competente em tudo o que faz, é um obstinado na busca de seus objetivos, uma pessoa do bem. Estamos torcendo pelo sucesso de sua gestão à frente desta importante pasta, que havia sido praticamente desativada pela administração anterior. (Fecha o pano!).


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