01/02/2017 13:39:00

Economia Colaborativa



A economia colaborativa, ou compartilhada, vem ganhando força ao redor do mundo. Mudanças na relação de consumo ganham adeptos no Brasil e no mundo. Muitos jovens entre 20 e 30 anos privilegiam a experiência, ao invés do ato da compra. E nesse cenário se popularizam os serviços de aluguel e de compartilhamento.

As mudanças vieram para ficar, e cabe às pequenas, médias e grandes corporações fazerem parte desse novo movimento da economia, para não serem atropeladas pelo fenômeno. Neste contexto, empresas precisarão repensar o seu formato de organização, estabelecendo novos conceitos administrativos e mercadológicos, ajustando-se às novas realidades do século 21.

Olhando para a cadeia de valor da Economia Colaborativa é possível identificar como as empresas podem repensar seus modelos de negócios, focando agora em empresas Prestadoras de Serviços, Fomentadoras de Mercado ou Provedoras de Plataformas.

Desse modo, as empresas com visão de futuro adotam um dos modelos citados, enquanto as mais inovadoras buscam empregar os três modelos conjuntamente, posicionando-se no centro das atividades empresariais do futuro, lembrando que a nova ordem se estabelece nas razões do compartilhamento, portanto, não mais nas razões da centralização de bens e produtos.

Assim, no coração da economia colaborativa estão empresas e projetos que surgiram a partir de variações do compartilhamento pessoa-para-pessoa (peer-to-peer), o chamado consumo colaborativo, num arranjo que inclui carros, alimentos, serviços, motos, moradia, informação e tecnologia, entre outros bens, que possam ser compartilhados.

Para as empresas, agregar valor em cada nível de atividade gera retorno financeiro, uma vez que os modelos representam um aumento de maturidade, exigindo investimentos e resultados com benefícios para os vários níveis de atividades da economia colaborativa.

Esse novo conceito se coloca como um movimento duradouro, abrangente e revolucionário. Assim, grandes corporações adotam estratégias baseadas no compartilhamento em seus principais negócios, como a Toyota, ao alugar carros de concessionárias selecionadas, e o Citibank, ao patrocinar um programa de compartilhamento de bicicletas na cidade de Nova York, como já ocorre no Brasil.

Pesquisa feita em 60 países mostra que, em cada 10 pessoas, sete aceitam compartilhar bens em troca de dinheiro, e 66% usariam ou alugariam produtos oferecidos em sites especializados. Assim, a Economia Colaborativa é fruto da união de pontos de sucesso que fazem o conceito cada vez mais atrativo a partir da evolução da sociedade, onde se elege o Social, com destaque para o aumento da densidade populacional; a Sustentabilidade, com o desejo da comunidade de abordagem mais altruísta, ou seja, de preocupação com o outro; o Econômico, focado na monetização do estoque em excesso ou ocioso, no aumento da flexibilidade financeira, na preferência por acesso ao invés de aquisição, além da abundância de capital de risco; e o Tecnológico, beneficiado pelas redes sociais, com dispositivos e plataformas móveis e um bom sistema de pagamento.

Para pegar carona nos novos caminhos que as forças de mercado vêm traçando, as empresas devem incorporar um ou mais dos três modelos colaborativos citados, ou seja, Prestadoras de Serviços, Fomentadoras de Mercado ou Provedoras de Plataformas, evoluindo ao lado de seus clientes.

Já o aprendizado empresarial fica por conta do saber que o relacionamento com os clientes mudou, portanto, é momento de se libertar a empresa para os novos mercados, em sintonia com o compartilhamento que já é uma realidade entre os consumidores globais, o que se convencionou chamar de nova percepção de mundo.

* Economista, MBA Executivo em Gestão Empresarial, PG em Administração de Empresas e Organizações, PG em Metodologia do Ensino Superior, Consultor Econômico-Financeiro e autor dos Livros “Economia & Administração” e “Guilhermina de Jesus e a Família Brasileira”.

E-Mail: sergiopiresc@terra.com.br.
Blog: zaibatsum.blogspot.com.


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