20/02/2017 15:45:00

CONSTRUÇÃO CIVIL DESBUROCRATIZADA EM IPATINGA: AGORA VAI?



Divulgação

O prefeito Sebastião Quintão (PMDB) convocou empresários da construção civil na semana passada, para anunciar medidas para desburocratizar autorizações para obras no município. Medidas como a entrega de vários certificados de “Empresa Parceira do Desenvolvimento”, que inclui a liberação de alvarás e pedidos de Habite-se que estavam reprimidos, foi um “sinal” emitido na direção de que o governo buscará agilidade para aprovar projetos, desde que estejam consoantes às normas que regem o município.

Caro leitor, o problema da construção civil de Ipatinga advém da história do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) imposto pelo Ministério Público, que forçou o governo Robson Gomes, à época, a não autorizar nenhuma construção no município até que um Plano Diretor fosse aprovado, o que aconteceu somente no governo Cecília Ferramenta.

Mas a questão não se resolveu dessa forma, ao menos no nível que os empresários esperavam, uma vez que processos que o governo atual acaba de concluir estavam retidos há mais de um ano, ou seja, alguma coisa emperrava tudo: a burocracia ou a dificuldade de colocá-lo em conformidade com a lei.

Decerto o efeito será positivo, mas havemos de lembrar que, em nível de moradias, temos um mercado imobiliário com excesso de ofertas. À exceção da construção do supermercado Coelho Diniz, prevista para área no bairro Iguaçu (prédio comercial), prédios habitacionais não serão iniciados a galope. Além do sinal emitido pelo governo Quintão, sinais da economia deverão ser emitidos também e, por enquanto, tudo é apenas otimismo.

Um indicador ali, outro acolá, mas a economia real mostra que ainda estamos derrapando. Nesse sentido, podemos observar o resultado anual da Usiminas, que melhorou de 2015 para 2016, mas ainda fecha o 10º trimestre com prejuízo na sequência. Muita coisa melhorou. Corte nos custos de produção, melhoria no volume de vendas, mas ainda há uma longa estrada pela frente.

Wallace Barreto, um importante empresário do setor, manifestou-se, em reportagem publicada semana passada neste jornal, que o segmento vive um momento de aquecimento do mercado e que não se poderia perder o ‘timing’. O presidente da Construtora WR é uma exceção à regra.

Tem concluído e colocado à disposição do mercado do Vale do Aço vários imóveis, tanto comerciais quanto habitacionais. Inclusive, atuou em obras do “Minha Casa, Minha Vida”, como o residencial Vitória da Conquista, no bairro Parque das Águas, durante o governo de Cecília Ferramenta, destinado a famílias com renda de até R$ 1,6 mil, com 102 apartamentos, um centro comunitário e um playground. Pelo visto, no caso dele em especial, o que estava parado aumentaria a suas realizações, uma vez que entregou várias obras com sucesso nos últimos dois anos.

Certo é que temos iniciativas recentes que até não corroboram o colunista. O lançamento do Alta Vista, no bairro Bom Retiro, e o Residencial Monte Rey, no Cidade Nobre, são ousadas apostas dos seus mentores e buscam um público diferenciado, mais interessado em investimentos com retorno no longo prazo. Quanto aos que estão voltados para a classe assalariada, meu medo é que, após a conclusão dos projetos, as vendas emperrem.

A PEDRA DO SOL: MÚSICA DE CINEMA, MÚSICA DE ALTO PADRÃO
Quem foi no último sábado (18) ao teatro do Centro Cultural Usiminas, para assistir ao espetáculo Música de Cinema, protagonizado pela banda A Pedra do Sol, de Ipatinga, viu e ouviu uma raridade nos dias de hoje: produção de alto nível. O encerramento do Festival de Verão foi quente. Parabéns a Roberto e Rogério Terra, à Socialyte Produções e a todos que participaram desta inovadora produção.

Em tempo: Com o teatro que temos à disposição, sinto a falta de um projeto turístico que inclua a programação cultural como vetor. O shopping e o Centro Cultural, por si só, são atrações. A questão é potencializá-los.


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