13/03/2017 12:55:00

Cuidado com o seu FGTS

Pode ser que a grana das contas inativas nem chegue às suas mãos



Divulgação

No último fim de semana, começou o pagamento do saldo das contas inativas do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Até o início dessa segunda-feira (13), mais de 300 milhões de reais foram pagos aos nascidos em janeiro, fevereiro e março. No Vale do Aço, especificamente em Ipatinga, o saque das contas inativas do FTGS também começou para centenas de pessoas. Desde as 6h da manhã de sexta-feira (10) já se formava a fila em frente à Caixa Econômica Federal.

Um aspecto importante ao qual o correntista da Caixa Econômica Federal deve ficar atento é em relação a utilização desse dinheiro para cobertura de pagamentos de parcelas de empréstimos atrasados contraídos junto ao banco. O Procon entende que, assim como o salário, os recursos do FGTS são considerados de natureza alimentar, por isso, caso o banco venha a fazer o bloqueio do dinheiro para pagamento de dívida, a prática é tida como ilegal.

Fique atento, caro leitor que se encontra nessa situação. Os bancos seguirão o entendimento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) de que a cobrança, via bloqueio, está contratualmente prevista como forma de pagamento, em caso de atraso. Partindo desse pressuposto, os demais bancos ficam alijados desse processo, pois a Caixa é administradora do FGTS e se apresenta com condição privilegiada em relação aos demais.

O beneficiado não escolhe a Caixa para administrar o que é seu. Não existe portabilidade nesse sentido. Os outros bancos só podem se valer dos meios processuais que, sobretudo, dependem da iniciativa do inadimplente de renegociar o passivo. A FEBRABAN pode cometer duas injustiças: com os correntistas da Caixa e com os demais banqueiros.

O TABULEIRO SE MEXE: A SIDERURGIA BRASILEIRA VERSÃO 2017
Os últimos acontecimentos no mercado siderúrgico nacional apontam para um futuro menos sombrio para o setor. Três gigantes se mexeram nos três primeiros meses do ano, de forma a obrigar uma análise de como o mercado vai ficar após a Ternium, grupo siderúrgico italiano presente em 19 países, ter adquirido, por 1,5 bilhão de euros, a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), pertencente ao grupo alemão Thyssenkrupp.

A Ternium, com isso, passará a cobrir suas necessidades de 3,7 milhões de toneladas/ano de chapas grossas para alimentar as laminações no México, Guatemala, Colômbia e nos Estados Unidos. Ainda restará pouco mais de 1 milhão de toneladas para ser colocada no mercado, uma vez que a capacidade da CSA é de 5 milhões de toneladas/ano. Ou seja, de consumidora, a siderúrgica se tornará fornecedora desse produto.

Usiminas
Por outro lado, o grupo festeja a injeção de 700 milhões de reais no caixa da Usiminas, da qual é uma das acionistas majoritárias. Em apresentação feita semana passada pelo CEO da empresa, Rômel Erwin de Souza, esse afirmou que os recursos darão à Usiminas mais fôlego para tocar o seu dia a dia. O mercado reagiu positivamente à notícia, com comentários otimistas.

O Bank of America Merrill Lynch destacou que, com a aprovação do acesso ao montante, fica mitigado o risco de comprometimento da renegociação da dívida. Segundo o presidente, o prazo de carência de três anos e o alongamento da dívida em 10 anos preservam as capacidades financeira e operacional da Usiminas, adequando o seu perfil de endividamento às perspectivas de curto, médio e longo prazo.

Votorantim e ArcelorMittal
A ArcelorMittal Brasil e a Votorantim assinaram um acordo definitivo, por meio do qual a Votorantim Siderurgia se tornará uma subsidiária da ArcelorMittal Brasil, enquanto a Votorantim passa a deter uma participação minoritária na ArcelorMittal Brasil.

As operações de aços longos da Votorantim na Argentina (Acerbrag) e Colômbia (Paz del Rio) não foram incluídas na transação. A combinação dos negócios resultará em um produtor de aços longos com uma capacidade anual de 5,6 milhões de toneladas de aço bruto e 5,4 milhões toneladas anuais de laminados. Entre a diversidade de produtos gerados por elas está o aço utilizado na construção civil.

Nesse caso, os trabalhadores devem ficar atentos. Como se trata de unir forças para reduzir custos e ampliar participação de mercado, as plantas da Arcelor em João Monlevade, Cariacica (ES), Juiz de Fora (MG), Piracicaba (SP) e Itaúna (MG) se unirão às plantas da Votorantim Siderurgia em Barra Mansa e Resende (ambas no Rio de Janeiro), bem como sua participação na Sitrel, em Três Lagoas (MS).

Ou seja, entende-se que, onde o custo for mais baixo, amplia-se a produção. Onde o custo for mais alto, realiza-se demissões e se ajusta para o aumento de demanda. As plantas caras somente receberão investimento se o mercado tiver viés de alta, o que ainda é só um desejo. Por enquanto, as operações permanecem distintas, aguardando a aprovação do Conselho de Autodefesa Econômica (CADE).


Encontrou um erro? Comunique: falecomoeditor@diariodoaco.com.br


Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.
Envie o seu Comentário