13/03/2017 16:58:00

Vitória magra



Divulgação

O Cruzeiro fez o “dever de casa”, e venceu o América no clássico de domingo por um placar magro, é verdade, apenas 1 x 0, gol de pênalti discutível, no entanto suficiente para se manter na perseguição ao até então líder e maior rival, Atlético.

Muito superior tecnicamente, o time celeste jogou os primeiros 15 minutos da primeira etapa de forma avassaladora, chegando a alcançar 82% de posse de bola, criando pelo menos três grandes chances. E poderia ter liquidado a fatura, mas novamente não fez o que deveria fazer, e por pouco não viu o resultado positivo ir por água abaixo no 2º tempo.

Foi assim também em Teófilo Otoni, na partida anterior ao clássico, quando venceu o América T.O. pelo mesmo placar de 1 x 0, mas desperdiçou inúmeras chances para ampliar o marcador, deu sopa para o azar e quase sofreu o empate no fim.

Pelo que jogou a segunda etapa, o América até merecia o empate, que só não saiu devido a três boas defesas do goleiro Rafael, cuja participação foi decisiva para a vitória celeste.

A coluna foi escrita antes do jogo do Atlético, ontem à noite, no Independência, contra o Tupi, onde a lógica seria a vitória do alvinegro da capital, recuperando assim a liderança da disputa, que só será definida no dia 1º de abril, após o clássico entre Galo e Raposa.

Apesar da derrota, o América continua na quarta posição. E terá de buscar mais pontos no interior para se garantir na semifinal, em disputa direta com a Caldense, a meu juízo o melhorzinho do interior, além de URT e Tombense, pois o Uberlândia está perdendo força, a exemplo do ano passado, quando virou foguete molhado e fracassou na reta final.

No lance polêmico do pênalti marcado contra o América e que definiu o clássico a favor do Cruzeiro, achei que o assoprador de apito foi no mínimo rigoroso. Rafael Sóbis foi tocado sim, por trás, pela mão esquerda do zagueiro do Coelho, mas sem força suficiente para derrubá-lo, o que só aconteceu porque, malandramente, ele se atirou no gramado, assim que percebeu o toque do zagueiro.

Dizer que se fosse contra o Cruzeiro o árbitro não marcaria o pênalti não é correto, pois o América, embora em menor proporção, também possui enorme força política na Federação Mineira.

A grande novidade, esperada no jogo do Galo contra o Tupi, seria a volta de Luan, o “menino maluquinho”, ídolo da torcida, que vem passando por inúmeros problemas de contusões já algum tempo. Tomara que não tenha sofrido nenhuma nova lesão, pois a sua presença vibrante no time atleticano tem feito muita falta.

Luan tem um problema crônico nos joelhos e precisa de tratamento especial da fisiologia, não pode jogar todas as partidas, enfim, mais um caso típico de jogador que tem talento, mas não vai muito longe na carreira por conta de limitações de ordem física.

Assisti a vários programas do tipo mesa redonda na TV fechada, no domingo à noite, onde foram mostrados gols dos estaduais aos borbotões pelo país afora, além de campeonatos do mundo inteiro. Mas cadê os gols do Campeonato Brasileiro Feminino? Não vi em nenhum canal.

Pouca gente sabe, mas no último fim de semana começou o Campeonato Brasileiro Feminino, com 16 equipes disputando o título. A CBF determinou que os clubes profissionais invistam no futebol feminino, mas não vejo interesse e nem movimentação por parte das redes de TV no sentido de apoiar a modalidade. E fica tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Figura proeminente no “top 10” dos técnicos desempregados e com o filme queimado no atual futebol brasileiro, Adilson Batista, também conhecido como “professor Pardal”, parado há bastante tempo, chegou a acertar com a Ponte Preta na última semana, mas sua contratação melou depois de um manifesto divulgado pela principal torcida organizada da Macaca, contrário à sua contratação. Adilson Batista é um estudioso, conhece de futebol, mas rodou demais da conta, dirigiu grandes clubes e deve receber salários atrasados de alguns deles até hoje.

Se é muito lucrativa para os profissionais, pelo lado financeiro, essa rotatividade dos técnicos-professores no nosso futebol traz este tipo de desgaste, vide o que acontece com outro medalhão, Vanderlei Luxemburgo, o primeiro da lista “top 10” dos rejeitados, detentor de um currículo invejável, mas totalmente sem espaço no cenário atual. Tem um ditado popular aqui nos nossos grotões que diz assim: “Pedra que muito rola não cria limo”. (Fecha o pano!)


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