20/03/2017 10:50:00

Semana de negócios movimentada na região



Divulgação

A semana passada foi marcada pela vinda do presidente da Nippon Steel no Brasil, Hironobu Nose, que procurou repetir o roteiro realizado pela Ternium na semana anterior, quando seu presidente no Brasil, Paolo Basseti, esteve na região e manteve encontros com lideranças da região. Nose procurou falar para seus públicos a versão da Nippon sobre os imbróglios societários que se desenvolveram desde setembro de 2014, com a destituição da diretoria comandada pelo ex-presidente Julian Eguren.

Já na quinta-feira, a FIEMG Regional Vale do Aço oportunizou o Seminário de Responsabilidade Social, que trouxe palestrantes de alto nível, como o ex-ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, que ministrou a palestra magna “Ética e Sustentabilidade”.

O empresário e consultor Hélcio Guerra abordou “A nova era da sustentabilidade nos negócios”, e o ex–presidente do Instituto Ethos e coordenador da Rede Nossa São Paulo e Programa Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, falou sobre o Programa Cidades Sustentáveis. A ausência sentida foi do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que não compareceu para o encerramento, como estava previsto na programação.

Também tivemos a aprovação, por parte do prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius Bizarro, de um empreendimento imobiliário no Bairro JK, que prevê a construção de chácaras e condomínio fechado na ordem de 60 milhões em investimentos. O que significa mais emprego e geração de renda para a cidade-mãe do Vale do Aço.

Também tivemos a divulgação de que a economia no interior começa a dar sinais de recuperação, após uma série de retrações em 2016.Em janeiro, o faturamento de três das cinco regiões do estado pesquisadas pela FIEMG foi positivo, e o melhor ficou a cargo da região Leste, com 22,3% em relação ao primeiro mês de 2016. A indústria extrativista mineral foi responsável por puxar essa alta.

E hoje, vai para a conta da Petrobras o aumento do gás de cozinha, em 9,8%. Em alguns lugares, um botijão de 13kg chega a ser vendido por R$ 65, e computando esse percentual de alta, passará a custar aproximadamente R$71,37.

Eu me lembro do tempo em que o gás de cozinha impactava muito mais a sociedade do que a gasolina. Uma grande maioria usava o diesel dos ônibus em detrimento de hoje, em que a maioria os ignora e anda em seus veículos particulares.

E pra dizer que eu não falei da carne...

Na abertura de uma reunião que manteve com embaixadores de dezenas de países importadores de carnes brasileiras, o presidente Michel Temer afirmou que as revelações da Operação Carne Fraca são tema “urgente”, pela repercussão interna e externa. No entanto, o presidente procurou minimizar as denúncias de corrupção, e até convidou os embaixadores para irem comer em uma churrascaria próxima ao Lago Sul.

Foram 40 convidados para o churrasco, a 119 reais por cabeça, quase cinco mil reais no total, sem as bebidas e sobremesas. O grande detalhe no caso é que um funcionário da tal churrascaria informou à imprensa que a casa não trabalhava com carnes brasileiras, o que depois, às pressas, por pressão do Planalto, teria sido desmentido.

Esta é a forma preocupante como os grandes mandatários brasileiros se comportam em relação a problemas gravíssimos, como o escândalo da carne na semana passada. Minimizam. Quem não conhece o jeito de ser dos europeus, clientes de nossos frigoríficos, podem ter certeza que sanções virão por aí...


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