20/03/2017 17:28:00

Galo dispara



Divulgação

A rodada do fim de semana no nosso estadual foi favorável ao torcedor do Galo, que viu a sua equipe vencer o Tricordiano em Divinópolis, com aquele requinte de suspense e sofrimento, que o atleticano adora, ou seja, o gol da vitória só saiu nos acréscimos, 2 x 1, quando o empate parecia inevitável.

E ainda viu o maior rival, Cruzeiro, tropeçar em pleno Mineirão, empatando em 1 x 1 com o Tombense com um futebol bem abaixo do nível apresentado até agora nesta temporada, que vem merecendo elogios e o reconhecimento da crítica.

O que já era esperado, mesmo antes da competição estadual se iniciar, agora se confirmou, faltando três rodadas para terminar a primeira fase: o Galo se garantiu matematicamente na decisão do título e o Cruzeiro, mesmo quatro pontos atrás, também pode ser considerado com a vaga garantida.

A briga pelas duas vagas restantes, entre cinco equipes, é que promete alguma emoção nesta reta final, pois o América está em terceiro, com 14 pontos ganhos, e a URT na quarta posição, com 13, mas na cola de ambos aparecem Uberlândia, com 12, Caldense e Tombense, com 11 pontos, todos com chances reais de obterem a classificação.
O gramado ruim, o calor infernal de sábado à tarde em Divinópolis e por toda Minas Gerais, prejudicou muito os jogadores, sobretudo, os do Galo, por ser um time mais técnico.

Mas não foi só isso que quase sujou a água, pois se desta vez o estabanado zagueiro Felipe Santana não comprometeu, e até mereceu elogios do chefe Roger Machado ao final. Então, coube ao goleiro “chama gol” como gosta de dizer o repórter Fabrício Pereira, fazer a lambança, aceitando um chute da intermediária e engolindo um autêntico e tradicional frango.

Incrível foi o último lance da partida, mais parecido com um destes comuns nas peladas de fim de semana, onde depois de um bate-rebate triplo na área, Rafael Moura “He-Man” chutou para marcar o gol da vitória alvinegra. Como gosta de dizer o eterno “Rei” Dadá: “Não existe gol feio. Feio é perder gols”.

No Mineirão, o Cruzeiro falhou demais e conseguiu complicar um jogo que poderia ter vencido com facilidade, pecando muito nos erros de passe, um fundamento que vinha sendo, até então, um dos principais pontos fortes da equipe. Talvez pela ausência de Robinho, que se machucou com menos de 20 minutos e foi substituído por Rafinha, tenha havido tantos erros e falta de criação do meio-campo, o que obviamente facilitou a marcação do Tombense.

No final, pode-se dizer que o empate de 1 x 1 premiou o Tombense, uma equipe bem distribuída em campo, que sabia o que queria, e que mesmo pressionada não caiu no desespero, não deu chutões pra tudo quanto é lado e muito menos apelou para a violência. Foi o primeiro tropeço do Cruzeiro na temporada, sob o comando de Mano Menezes, se é que podemos chamar assim.

Até agora, exceto o clássico onde venceu o Galo pela Primeira Liga, os adversários foram fracos, mas o índice de aproveitamento altíssimo - 13 vitórias e dois empates - nas quinze partidas disputadas na temporada confere ao time celeste o status de poder pleitear grandes conquistas. O primeiro grande e verdadeiro teste, além do novo clássico contra o maior rival no próximo dia 1º de abril, será o São Paulo, dentro de alguns dias, pela quarta fase na Copa do Brasil.

A situação do Atlético é bastante parecida com a do seu maior rival, pois também não se pode garantir que esteja no caminho certo, tomando por base os adversários no nosso estadual, onde se classificou com o pé nas costas, 24 pontos, 100% de aproveitamento, oito vitórias, 22 gols marcados, cinco sofridos e saldo de 17 gols. Sua campanha de fato animadora o credencia ao título, mas o que a massa atleticana quer mesmo é o bi na Libertadores. Para isso, vai ter de corrigir muitos erros, sobretudo na defesa, que continua sendo o ponto fraco da equipe.

Cinco vezes eleita a melhor jogadora do mundo, a alagoana de Dois Riachos, Marta, agora é sueca também. Há cerca de 10 anos ela vive naquele país nórdico, que diz “amar de paixão”, pois lhe deu “tudo que tenho na vida”. Claro que ela se refere ao lado financeiro, pois suas raízes são e continuarão aqui. Visitei sua cidade natal há alguns anos e fiquei impressionado com a idolatria dos pouco mais de 10 mil habitantes em relação à sua pessoa como cidadã e profissional.

Pensando bem, diante de tudo que o nosso país vem passando, até que não seria nada mal, não custa nada sonhar que um dia possamos usufruir daquilo que é uma prática normal por lá: exceto o frio terrível, saúde e educação exemplares, justiça que funciona, políticos honestos e capazes, e onde quem rouba R$ 1 real ou US$ 1 milhão é punido exemplarmente. (Fecha o pano!)


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