28/03/2017 16:32:00

No ponto?



Divulgação

Qualquer seleção nacional tem por objetivo conquistar uma Copa do Mundo. As eliminatórias, principalmente da América do Sul, não trazem nenhuma preocupação, pois são cinco vagas para um grupo que tem Brasil, Argentina, Uruguai, e Chile como protagonistas, sobrando duas vagas para serem disputadas pelas outras seleções.

A seleção brasileira atravessa uma grande fase, mas estamos otimistas demais, com alguns comentaristas de televisão afirmando que somos atualmente a melhor seleção do planeta. O que não é verdade, temos muito ainda que caminhar e melhorar, novas convocações para serem estudadas, outros jogadores que podem compor o grupo.

Desde a década de 70, apenas dois treinadores foram destaque em excelência na seleção brasileira: João Saldanha e Telê Santana, que sempre convocaram os melhores, sem fazer média com jogador, times e estados, mantendo a coerência de convocar e levar para as eliminatórias os jogadores que iriam compor a seleção brasileira para a disputa da Copa do Mundo.

Na realidade, outros técnicos têm convocado certos jogadores apenas para disputar algumas partidas, sem o pensamento de futuro, como é o caso de Diego Souza, que não deverá estar na seleção em 2018, pois não tem qualidades para ser convocado.

Portanto ainda é cedo para acreditar que a seleção brasileira já está em ponto de bala para enfrentar uma Copa do Mundo, vai precisar mostrar qualidade em amistosos contra equipes da Europa e buscar um melhor equilíbrio para encarar estes novos desafios.

Mas não podemos deixar de valorizar o trabalho que vem sendo feito pelo treinador Tite com o time, ao qual deu uma nova dinâmica. É um time mais centrado, onde ele deu liberdade para o atacante Neymar, que se tornou uma referência no futebol mundial. O time precisa de muita concentração em busca da vitória, é preciso manter os pés no chão, pois ainda não conquistamos nenhum título.

RESPOSTAS
Os clubes e atletas do futebol de Ipatinga aguardam um posicionamento do poder público, com relação às verbas para o futebol da cidade. Todos sabem que a situação não é fácil, mas eles pedem à Secretaria de Esportes que ao menos uma satisfação deveria ser dada, para que os clubes possam se posicionar com relação aos atletas para as disputas, que deveriam já estar em andamento.

A LDI decidiu não iniciar os campeonatos até que a verba seja liberada, os clubes sentem uma situação de instabilidade, pois o esporte movimenta uma grande parte da cidade, e até os amistosos não são mais realizados. A cada semana aumenta a expectativa para um posicionamento, e enquanto ele não vem, a LDI e os clubes ficam em ponto de espera por uma solução.

A decisão que os dirigentes tomaram, de não iniciar as competições, foi a mais acertada, e isto deveria ter sido feito no ano passado, quando eles acreditaram em promessas que não foram cumpridas. Agora a entidade está em uma situação financeira vulnerável, sem poder iniciar os projetos de 2017.

ÁRBITROS
O jogador Kléber, do Coritiba, está revoltado com os árbitros brasileiros, que têm punido com cartão amarelo as comemorações dos gols feitos pelos atletas. No domingo, no clássico entre Corinthians e São Paulo, o jogador Maicon também foi punido por comemorar o seu gol de maneira diferente. Cleber sugeriu que, a partir de agora, quando fizer um gol, o atacante dirija-se ao goleiro e peça desculpas. Realmente é uma atitude lamentável, especialmente levando em conta a arbitragem sem qualidade que se vê no futebol brasileiro.

MUDANÇAS PROFUNDAS
Os campos de futebol sempre foram a parte mais fraca, quando se trata de crescimento imobiliário, uma vez que vários gestores públicos nunca viram o esporte como um direito social, um ponto de partida para a formação do cidadão, que ao praticar esportes evita atitudes erradas na vida.

Em Ipatinga, na década de 80, havia um campo onde hoje é o bairro Contingente, um espaço que foi derrotado pelo progresso da cidade. Logo depois do viaduto da Vila Ipanema, sentido Cariru, também existia outro campo, que hoje é uma extensão do pátio de carvão da Usiminas.

O Ipaminas tinha um belo campo no centro da cidade, que hoje é depósito de uma casa de material de construção. O campo do Palmeiras, palco de tantas partidas memoráveis dos campeonatos amadores de Ipatinga, deu lugar à construção de uma creche, porque a comunidade não se uniu para exigir o direito de manter naquele bairro mais uma praça de esportes.

Demonstração de força de uma comunidade foi dada pelos moradores do bairro e dirigentes do Esporte Clube Bethânia, quando queriam transformar aquela praça onde está hoje o campo do clube em um espaço para a prática do esporte olímpico. O clube iria então dividir o seu espaço com o campo do Itamaraty, mas a comunidade trabalhou, protestou e exigiu que não houvesse a eliminação do campo. A batalha foi vencida, e hoje o bairro tem mais de um espaço para o desenvolvimento e o crescimento do esporte.

São atitudes assim que devem ser tomadas pela população, para não deixar suas praças esportivas serem transformadas em prédios e residências.

LEMBRANÇA
Plácido Fasheber, Eduardo do Carandaí, Raimundo Martins, Chico do Funcionários, Garcia da Usipa e Dimas (futebol acesitano), foram grandes goleiros do futebol no Vale do Aço.
Contato com a coluna: roberto50mg@hotmail.com.


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