04/04/2017 17:18:00

Laudos



Divulgação

Em reunião realizada na semana passada, com o Corpo de Bombeiros, os representantes da Prefeitura Municipal de Ipatinga, tiveram a confirmação que a instituição irá realizar novamente vistorias no estádio Ipatingão e também no Centro Esportivo e Cultural 7 de Outubro.

A afirmação dos bombeiros é que a execução de algumas obras teria sido solicitada, mas pouco se fez para atender as exigências da corporação. Seria interessante relacionar que obras seriam estas para que a comunidade pudesse acompanhar a execução dos projetos.

O que mais assusta o torcedor ipatinguense são algumas medidas tomadas, com a alegação de aumentar a segurança do torcedor, como foi feito de uma outra vez, quando foram retiradas várias cadeiras que já estavam afixadas.

Eu não conheço um caso de qualquer estádio do planeta do qual tenha sido necessário retirar cadeiras que já estavam afixadas, para aumentar a segurança. Se as cadeiras são colocadas é para dar mais qualidade ao torcedor, e nada há que justifique sua retirada.

O Ipatingão é um estádio amplo, com várias saídas, e também não se justifica criar mais portões para que o público possa sair rápido do estádio, em caso de tumulto.

Um grande problema no Brasil é que há quem acredite que é melhor não ter público no estádio do que dar segurança ao torcedor, pois ninguém quer assumir a responsabilidade de tomar decisões radicais, para eliminar os torcedores que só provocam tumulto nos estádios, por isto é mais fácil criar dificuldades do que eliminar o problema na raiz.

Se a violência aumenta, corta-se a bebida, depois elimina-se o torcedor, então o futebol será visto apenas nos televisores, obrigando o cidadão a comprar caros pacotes em redes de TV.

Espero que haja consenso e que as cadeiras retornem aos seus lugares, ou então que alguém venha e explique porque precisaram retirar destas cadeiras, coisa que até hoje ninguém conseguiu entender.

SOCIAL
Não foi desta vez que o Social de Coronel Fabriciano conseguiu chegar ao hexagonal decisivo do Módulo II do Campeonato Mineiro, e muitas perguntas estão sendo feitas, para tentar descobrir a razão do time mais uma vez não passar à segunda fase do torneio, não conseguir lutar pelo acesso à elite do futebol mineiro.

Todos sabemos das dificuldades de montar as equipes do interior, que tem poucos recursos, pouco tempo para uma estruturação, precisam acertar com um treinador que também dê certo com o elenco. E foi o que não aconteceu com o time de Coronel Fabriciano, porque mudar de treinador durante uma competição não é um bom sinal. E lamentavelmente, o time vai amargar mais um ano no módulo II.

As equipes do Betinense, Tupynambás e Nacional de Muriaé (Grupo-A); Uberaba, Patrocinense e Boa Esporte (Grupo-B) se classificaram para o hexagonal final. Mas apenas duas delas, ao fim de tudo, terão acesso à Série A do Campeonato Mineiro.

CLÁSSICO
Não tive a oportunidade de assistir ao clássico de sábado pelo Campeonato Mineiro, entre Cruzeiro e Atlético. Mas vendo depois os principais lances da partida, chego à conclusão que do lado cruzeirense havia um time mais organizado e com vontade de vencer, enquanto do lado atleticano havia uma equipe com jogadores experientes, mas totalmente desorganizados. A expulsão infantil do atacante Fred - que poderia ter contido o seu ímpeto - prejudicou muito a sua equipe.

Quanto ao lance polêmico do segundo gol celeste, nos clássicos sempre houve problemas de arbitragem, e desta vez Igor Benevenuto foi impecável, quem falhou foi o assistente. Mas por causa de um lance o Atlético não pode justificar a sua má atuação, e o Cruzeiro mereceu a vitória.

SUPER MÁSTER
Sem a verba para o esporte amador da cidade, os clubes estão procurando uma maneira do futebol não parar, e a solução está na busca de recursos. Na categoria super máster, os dirigentes estão “enfiando” a mão no bolso, às vezes com dificuldades, para custear a competição que teve início no domingo passado.

O destaque da primeira rodada foi a vitória do Pioneiros sobre o Vila Nova, vencendo pelo placar de 5x0. A Associação Atlética Pioneiros vem em busca do Bicampeonato, e por isto manteve a base do ano passado.

A partida foi realizada no campo do Industrial, e a equipe da Associação não teve muitas dificuldades para vencer o adversário, com gols de Geovane, Gusmão, Tidinho e Talo (2).

O Atlético foi derrotado pelo Panorama por 1x2, o Vila Celeste estreou sendo derrotado pelo Beira Rio (0x3), o Ipanema venceu o Bethânia por 3x1, e o União derrotou o Esperança por 3x0.

Os clubes ainda esperam que o poder público cumpra a promessa da liberação das verbas, para que o esporte amador na cidade tenha tranquilidade para realizar as suas competições.

LEMBRANÇA
Josué Alves de Oliveira, que jogou no futebol do Rio de Janeiro e também no profissional da Usipa, e que durante muitos anos exerceu a condição de um dos dirigentes mais importantes do futebol amador do Vale do Aço.

Contato com a coluna: roberto50mg@hotmail.com.


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