05/04/2017 16:50:00

Corda bamba



Divulgação

O elenco do Atlético continua na corda bamba, sem comando, com os jogadores fazendo o que bem entendem, cada um por si. Em campo é um time desentrosado, desconcentrado, sem foco e sem objetivos. A cara de seu presidente, Daniel Nepomuceno, que antes já não dava conta de gerir o futebol do clube, agora piorou.

Depois que ele assumiu a importante Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Belo Horizonte, as coisas pioraram. Afinal, é impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo. É muito trabalho. Mesmo tendo uma boa equipe na secretaria e no Atlético, a palavra do presidente vale por umas dez de qualquer assessor ou diretor.

No episódio do Fred, isso ficou muito claro. O presidente parece uma pessoa traída que não quer admitir o fato, para evitar mais um problema para resolver. Perguntado sobre a expulsão do atacante atleticano no clássico, ele teve a coragem de afirmar que Fred estava com muita raça no lance, e que a mão do jogador acabou atingindo o rosto do zagueiro cruzeirense Manoel. Absurdo!

Isso demonstra toda sua falta de autonomia perante o grupo. Não discuto capacidade de gerir o clube financeiramente e em contratações. Mas torcedor não fica feliz só com ampliação de CT, colação de escudo gigante, ampliação de capacidade de público do Independência, fachada nova da sede e uniformes novos, mas sim, se o time render em campo. Precisou o ex-presidente e agora prefeito da capital, Alexandre Kalil, dar um pitaco: “Puxar orelha de jogador não adianta. Tem que meter a mão no bolso dele”.

FALTA COMANDO
Roger Machado é trabalhador e um treinador promissor. Mas falta coragem de tirar quem não está rendendo em campo, independentemente de quem seja ele, e escalar os melhores e que mais se encaixam em seu estilo de jogo. Os números do Atlético no Campeonato Mineiro são incontestáveis. Mas o futebol apresentado convenceu em apenas duas partidas na temporada, nas vitórias contra Tupi e URT.

Nos dois jogos contra o Cruzeiro e a estreia na Copa Libertadores, foram apresentações lastimáveis. E olha que, nesse último clássico, o Cruzeiro vinha de três empates em que o time se apresentou mal, atuava sem dois titulares importantíssimos no meio-campo e, mesmo assim, o Galo não conseguiu jogar.

Já se passou mais de um quarto do ano, e nada de o Atlético mostrar um futebol que passe confiança à torcida. Está claro que Robinho, Fred e Cazares não podem atuar juntos. Dos três, apenas um deve ser titular. São jogadores com pouca mobilidade.

A saída é escalar Ralph, que joga muito, adiantar o Elias e encaixar Luan e Maicosuel no time, com Fred ou Robinho. E outra coisa: é preciso uma prensa no Rafael Carioca. Se não quiser mostrar serviço, ele que caia fora, porque o Adílson está quase pronto fisicamente.

VANTAGEM MAGRA
O Cruzeiro venceu o Nacional do Paraguai, por 2 a 1, na estreia da Sul-Americana. A doença do Galo parece ter contaminado os jogadores do Cruzeiro. O time azul entrou desligado, sem foco, e acabou acontecendo o imprevisto. A equipe conseguiu sofrer um gol de um time que, pasmem, é o vice-lanterna do campeonato paraguaio.

Agora, na partida de volta, dia 10 de maio, em Assunção, o Cruzeiro terá que ficar atento, pois não poderá ser derrotado por 1 a 0. Caso contrário, o sonho de voltar a conquistar um título internacional será adiado mais uma vez.

BOLA NA ÁREA
Nesta segunda-feira (10), o programa Bola na Área na Vanguarda, a partir das 20h, será transmitido direto do Nina’s Bar, na Praça do Cê Qui Sabe, atrás da Guiauto, no bairro Iguaçu. Música ao vivo e, a cada consumo individual de R$ 20 (vinte reais), o cliente irá ganhar uma cerveja Eisenbahn. Aguardamos você lá!

Contato com a coluna: E-mail: fabricio.bolanaarea@gmail.com.br. WhatsApp - (31)98632-3341.


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