10/04/2017 10:47:00

Se não temos educação para respeitar o oxigênio dos outros... por que devemos esperar mais dos nossos políticos?



Divulgação

Semana passada, em um momento de lazer, fui conhecer um dos bares da moda no Vale do Aço. É estranho que, como não estou mais na idade de frequentar ambientes mais afeitos aos jovens, percebi o quanto estava desatualizado em relação a determinadas práticas dos usuários contumazes.

O ambiente era aberto, mas com o opcional de áreas fechadas em observância à lei estadual 12.903 de 23 de junho de 1998 (havia um discreto cartaz, mas havia). Infelizmente, os fumantes fizeram prevalecer a sua ignorância ao cartaz e, mesmo com pedidos feitos pelas garçonetes, sua arrogância e falta de educação prevaleceram.

É decepcionante constatar que “fumante” e “mal-educado” são palavras afins, e que o hábito de ignorar que as pessoas, sobretudo as que têm problemas respiratórios, possam sofrer danos irreparáveis para que ele possa ter o seu prazer, demonstra que estamos à altura dos nossos políticos. Na medida em que se estabeleça que fumar é um delito menor, estou acenando aos congressistas que “Caixa 2” eleitoral não é crime, pode ser relevado, e não colocado na vala comum dos “fora da lei”.

Os negócios de entretenimento, como outros serviços, também têm sofrido com a crise. É preciso muita criatividade para manter uma clientela fiel. Mas a precarização dos serviços que observamos em hotéis, estabelecimentos de saúde, serviços públicos, concessionárias e etc não escapam.

É claro que, quanto ao hábito de fumar, regredimos nos avanços obtidos nas últimas décadas. Campanhas de conscientização, publicidade proibida na TV aberta, cerco a estabelecimentos permissivos, enfim, várias conquistas parecem dar sinais de cansaço diante da impunidade generalizada no país.

Tenho constatado e confidenciado a amigos que vejo a nossa sociedade doente. Partilhamos uma sociedade que põe papelão na carne e soda cáustica no leite, que invade vagas de deficientes físicos, onde pessoas saudáveis se apegam à lei para “furar” filas de banco contratando um office-boy da terceira idade.

Vemos igrejas serem abertas com fim exclusivo de explorar a fé alheia, torcedores que ovacionam um goleiro assassino e o transformam em ídolo das crianças. Vemos até um Supremo Tribunal Federal loteado por partidos políticos.

Ah! Que saudade dos tempos em que só decorávamos a escalação da seleção brasileira e do time do coração. Atualmente, os nomes dos ministros do supremo estão na ponta da nossa língua pelos disparates sem fim que cometem na mídia.

Eu avalio que se aproxima a hora de “zerar” isso tudo. Meu medo é que isso venha a ser feito pela convulsão social, e não pela volta de nosso senhor Jesus Cristo, como profetiza a Bíblia.


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