17/04/2017 17:21:00

Muitas surpresas



Divulgação

A semifinal do nosso estadual não começou conforme as previsões, que davam amplo favoritismo a Atlético e Cruzeiro contra URT e América, respectivamente.

É preciso dar um desconto pelo fato de os dois “grandes” favoritos terem jogado partidas difíceis no meio da semana pela Copa Libertadores e Copa do Brasil, enquanto os seus adversários descansaram, mas isso não pode servir de justificativa por não terem vencido as partidas.

Quanto ao jogo no Mineirão, debaixo de muito calor na manhã de domingo, o resultado de 1 x 1 foi bom para o Galo, que precisa agora apenas de mais um empate em casa, no Independência, para garantir sua vaga na finalíssima.

Já o futebol apresentado pelo time foi novamente abaixo da crítica, ruim, sem inspiração, apenas o velho chuveirinho na área adversária, além de mostrar novamente os mesmos e crônicos defeitos de marcação do meio-campo, e a ineficiente cobertura aos avanços dos laterais.

Com razão, o torcedor atleticano se manifestou vaiando os jogadores e chamou o técnico Roger Machado de “burro”, cada vez mais impaciente e apreensivo, em relação ao futuro deste time na temporada.

Na teoria, o elenco atual é tão bom quanto o de 2013, que ganhou a Libertadores. Mas na prática tem sido um desastre, sem um esquema tático definido, excesso de toques laterais sem objetividade e, pior ainda, ficando na dependência de jogadores medianos - para não dizer outra coisa - como Marlone, Otero, Cazares e outros mais.

Na outra semifinal, América e Cruzeiro fizeram um bom jogo no Independência, e o resultado também de 1 x 1 acabou premiando o time celeste que, por ter feito melhor campanha na fase de classificação, vai jogar a partida de volta por um empate, no Mineirão.

Mesmo tendo sido melhor que a Raposa durante a partida, o América não conseguiu transformar a superioridade em gols, esbarrando na excelente fase do goleiro Rafael, que salvou a equipe celeste com pelo menos três defesas sensacionais.

Muito criticada pelos clubes e jogadores, desta vez a arbitragem fez um bom trabalho nos dois jogos, e não há porque ninguém reclamar.

Com exceção do futebol carioca, onde os quatro “grandes” vão fazer a final, nos outros dois principais centros do futebol brasileiro as zebras andaram soltas. Em São Paulo, a Ponte Preta goleou - por 3 x 0 - o endeusado Palmeiras, tido e havido como o melhor time e dono do melhor plantel do país, ficando a um passo da decisão do título.

No Rio Grande do Sul, o Novo Hamburgo arrancou um empate em 1 x 1 com o gigante Grêmio, na arena gremista, e vai decidir a vaga à final em casa. Até mesmo o Caxias está vivo, pois perdeu para o Inter, no Beira-Rio, por apenas 1 x 0, e vai jogar a partida decisiva de volta em Caxias do Sul.

“O castigo anda a cavalo” é uma expressão muito popular aqui nos nossos grotões, e cabe bem à atitude da diretoria da URT, que cresceu o olho ante a possibilidade de arrecadar uma boa grana transferindo para o Mineirão seu jogo com o Galo, do qual era mandante. Embora o site da Federação Mineira só tenha divulgado o número de pagantes (20.547), dá para calcular que a renda tenha sido de no máximo R$ 800 mil.

Descontando-se as inúmeras taxas da FMF, INSS, aluguel do estádio etc, coisa e tal, deve ter sobrado para a equipe de Patos de Minas no máximo algo em torno de R$ 200 mil. Se tivesse feito os esforços necessários para jogar em sua cidade ou mais próximo da sua torcida, em Uberlândia ou Varginha, teria tido um lucro maior. Olho grande dá nisso!

A Chapecoense vive uma excelente fase dentro de campo, quatro meses depois da tragédia que dizimou sua delegação na queda do avião da LaMia a caminho da Colômbia. Porém, no âmbito da justiça, o clube começou a ter dor de cabeça por causa da desastrada opção de seus dirigentes, ao contratar uma empresa de fundo de quintal, causadora da tragédia.

Além dos familiares de vários jogadores, agora foi a vez da família do técnico Caio Junior ingressar na justiça pedindo uma indenização de R$ 30 milhões, valor calculado com base em entendimentos já consolidados de tribunais sobre o assunto, tomando por base a expectativa de vida do falecido e a última média salarial. Caio Junior ganhava cerca de R$ 120 mil mensais.

No país onde ministro do STF voa em avião de empresário ou então no da Presidência da República, e segue o jogo normalmente, o futebol não poderia ficar atrás.

Mas anteontem foi diferente. São Paulo e Corinthians jogavam no Morumbi-SP e, aos 39 minutos do primeiro tempo, o zagueiro são-paulino, Rodrigo Caio, assumiu junto ao árbitro ter sido o responsável pelo toque na coxa do goleiro Renan Ribeiro, livrando o rival Jô de um cartão amarelo que o tiraria do jogo de volta da semifinal paulista.

Esta atitude do zagueiro, incomum para os padrões do comportamento nacional, onde impera a Lei do Gérson, repercute ainda em toda a imprensa e nas redes sociais, recebendo muitos, rasgados e merecidos elogios. (Fecha o pano!)


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