24/04/2017 10:55:00

BR-381: a gente ainda pode acreditar?



Divulgação

Na semana passada, o deputado Celinho do Sinttrocel (PCdoB) esteve em Brasília junto aos demais deputados da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para uma audiência com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, da qual participaram também a diretoria nacional e regional do DNIT.

Segundo o deputado Celinho, o ponto mais positivo do encontro foi o compromisso firmado pelo ministro de colocar a BR-381 como prioridade número um em Minas Gerais, garantindo que nenhum dos recursos do Governo Federal será contingenciado em relação à obra de duplicação da mesma.

O ministro teria garantido que está trabalhando para sensibilizar a equipe econômica do Governo Federal para que nenhum recurso seja retirado da obra. O deputado informa que também foi garantido o compromisso de dar mais celeridade às obras que estão sendo realizadas nos lotes 7 e 3.1, além da continuidade dos processos em relação aos demais lotes que estão paralisados.

Caro leitor, é duro dizer que, além da boa vontade do deputado, o que existe, na prática, é um fato político. O ministro afirmar que vai envidar esforços para convencer a equipe econômica não passa, no máximo, de um gesto simbólico de educação e elegância.

É como se alguém, nessa baita crise, com um índice de desemprego incomum, lhe entregasse um currículo pedindo uma força para o filho ou para ele próprio, quando todos sabem que o quadro da empresa já está completo. Vai demitir alguém para colocar o outro? Mesmo que faça, amanhã chegará mais um pedido de um outro amigo... e vai fazer o quê? Tirar alguém para colocar outro?

A resposta do ministro se insere mais ou menos nesse contexto. Maurício Quintela, titular da pasta, está tão impotente quanto o exemplo do patrão que citei acima. Sensibilizar a equipe econômica? Com o déficit público projetado para este ano? Vamos torcer para que eu esteja errado, e que o deputado não tenha viajado em vão.

COM A FALTA DE RECURSOS, PREFEITOS SE VIRAM COM AS MÍDIAS DIGITAIS
Um aspecto que tem sido eloquente nas novas gestões municipais é a comunicação. Com a dificuldade de sobras de caixa ou financiamentos federais com pequena contrapartida pelo município, muitos projetos são desenvolvidos por secretarias para disputar com outras prefeituras recursos de empresas públicas no âmbito estadual e federal. Porém, os recursos são poucos e os projetos são muitos.

Face a isso, toda e qualquer ação tem que ganhar contornos que ofereçam maior repercussão junto à população. Ano que vem teremos eleições legislativas, e muitos candidatos a deputados são ligados aos atuais prefeitos. E decerto alguns dos atuais prefeitos lançarão seus candidatos. A lava-jato também já deixou um efeito colateral positivo, que é a desconfiança e, consequentemente, a elevação do nível de exigência da população.

Só que estamos diante de um novo quadro, em que a paralisia econômica impõe muitas limitações às ações dos novos prefeitos. Até a feérica São Paulo, que tem o fenômeno do acelerado “Dória”, tem que apelar para as redes sociais para mostrar uma agenda que o apresenta como proativo, mas na verdade esconde a espera da entrada de recursos de fora nos cofres da prefeitura, para daí sim, realizar ações concretas. Muitas empresas têm doado recursos para algumas das suas iniciativas, o que, pegando o exemplo da lava-jato, nos deixa com o pé atrás.

Em nossa região, a comunicação tem sido a grande arma das atuais gestões. Nem mesmo Ipatinga, que iniciou um ano extremamente desfavorável, se abstém do recurso de utilizar as redes sociais (mídia mais em conta) para evidenciar seus feitos, mesmo que eles ainda sejam tímidos. Aliás, aí reside a grande virtude, se assim podemos dizer: tornar algo pequeno maior do que ele realmente é, dando-lhe evidência. Kotler puro!

Mas se pegarmos o que vivenciamos até o fim do ano passado, a coisa apenas “piorou menos”, no que tange a Ipatinga. Os pagamentos dos servidores estão sendo feitos (não mais parcelados), e o prefeito Sebastião Quintão tem buscado consertar algumas obras feitas a toque de caixa. A cidade tem buracos ainda, mas alguns já foram tapados. E dá-lhe redes sociais! Até o bom e velho rádio tem sido usado para divulgar os feitos.

Nos primeiros 100 dias, os prefeitos têm usado a mídia espontânea, ou seja, participação em programas de rádio e TV. E estão se expondo para mostrar serviço. O esforço de comunicação é elogiável. Procura-se dar respostas para alguns problemas antigos da população, apesar de, em muitos casos, serem soluções paliativas, dada a falta de recursos.

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