02/05/2017 08:51:00

Orgulho, fé e esperança

Prefeita Luzia Melo projeta um futuro melhor para Santana do Paraíso



Wôlmer Ezequiel


Prefeita Luzia Melo: uma inabalável confiança no futuro
Para a prefeita de Santana do Paraíso, Luzia Teixeira de Melo, poder comemorar as Bodas de Prata de Santana do Paraíso durante o seu mandato é motivo de orgulho. “São 25 anos de lutas, que começaram muito antes de mim, luta de pessoas que acreditavam que a cidade tinha potencial para caminhar por suas próprias pernas, como o pioneiro Antônio Luís “Maneca”. Cada um deixou sua marca nesta luta, contribuiu para o desenvolvimento da cidade e no crescimento de seus cidadãos”, lembra Luzia.

Para ela, Santana do Paraíso, do ponto de vista de área física disponível, é a cidade de Região Metropolitana do Vale do Aço que tem o maior potencial de crescimento. “Vamos lutar agora para atrair novas indústrias e empresas para o município, além de promover o crescimento imobiliário. Nosso governo também quer deixar a sua marca, dar a sua contribuição nesta história de sucesso que vem sendo escrita há 25 anos”, garante a prefeita.

Para Luzia de Melo, a esperança é o que a move, mas Deus vem em primeiro lugar. “Ele me colocou nesta posição, e Nele eu confio e tenho fé. Mas confio também na minha equipe de governo, e faremos o melhor para esta cidade que tanto amamos.

Um dos mais atraentes aspectos do município de Santana do Paraíso voltou a ser destacado pela prefeita Luzia de Melo. “Nós temos aqui um enorme potencial turístico, com atrativos que mal começamos a explorar. Temos áreas especiais e privilegiadas para a prática do rapel e do voo livre, temos as nossas belíssimas cachoeiras, temos pessoal pronto para receber os turistas, temos uma história de envolvimento com os tropeiros que ajudaram a colonizar o Vale do Aço. Não por outra razão, meu governo fez questão de voltar a integrar o Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas.

Luzia de Melo deixa claro que seu governo, inicialmente, cuidou de colocar a casa em ordem, reestruturou e colocou os departamentos da prefeitura para funcionar, investiu em educação e saúde, colocou algumas obras em andamento.

“Esquecemos a crise e estamos fazendo o básico, mas o cidadão paraisense pode esperar dias melhores. Buscamos apoio com parceiros em diferentes instâncias, para que os investimentos em mais e novas obras aconteçam aqui. Aos cidadãos de bem, eu digo: sejamos pessoas educadas, amemos e respeitemos uns aos outros e à nossa cidade, e assim nossas esperanças não morrerão”, concluiu Luzia de Melo.

ACS PMSP


O Engenho Velho era ponto de pousada dos tropeiros em Paraíso
Tudo começou com tropas e botes
De região inóspita a um município industrializado, Santana do Paraíso é considerado o “caçula” da Região Metropolitana do Vale do Aço. Apesar de ter se emancipado somente em 1992 (28 de abril), a cidade guarda muitas histórias e é um exemplo da luta dos desbravadores que chegaram à região alguns séculos atrás.

No reinado de Dom João VI, Santana do Paraíso ainda não passava de uma região inóspita, entregue às autoridades portuguesas como parte do projeto de “civilização” dos nativos Nack-ne-nuck, índios bravios descendentes dos Aimorés, do grupo Tapuia e do tronco linguístico Macro-Jê.

ACS PMSP


A rampa de voo livre na Serra da Viúva é um dos atrativos turísticos
Em 1809, Dom João VI determinou que tropas nacionais ocupassem a região. As terras do município passaram a pertencer à 1ª Divisão Militar do Rio Doce, que foi entregue a Antônio Rodrigues Taborda, que comandava ações de ocupação de terra e combatia a resistência dos índios, apelidados de “botocudos” devido aos ornamentos que usavam, principalmente nos lábios.

Mas a administração das Regiões Militares foi um fiasco. Diz o historiador Osvaldo Aredes Louzada Filho que a maior dificuldade de então era achar homens para entrar na mata e enfrentar os índios e a febre, Por isso o rei de Portugal reestruturou as Divisões Militares, nomeando o francês Guido Marliére como administrador geral do Rio Doce, a partir de 1819.

TROPEIROS
O processo de ocupação de Santana do Paraíso é mais antigo que o dos demais municípios do Vale do Aço. O território da margem esquerda do rio Doce (a oeste do rio) esteve ligado à fase áurea da mineração em Minas Gerais, e tinha no município de Ferros – ao qual o então distrito de Sant’Anna pertencia, entre 1892 e 1923 – uma referência.

No fim do século XIX, Paraíso era um ponto de tropeiros que faziam a rota ligando a região do Calado, atual Coronel Fabriciano, ao município de Ferros. As tropas, vindas geralmente de Antônio Dias, passavam pelo Calado e Barra Alegre (atual distrito de Ipatinga), e para seguir até o Achado tinham que passar pelo então povoado de Taquaraçu, subindo a Serra do Chico Lucas e seguindo viagem em direção a Ferros.

A cachoeira do Engelho Velho, ou Taquaraçu, no centro da cidade, perto de onde hoje funciona a Prefeitura Municipal, era a preferida pelos tropeiros para o seu descanso. Ao longo dos anos as tropas aumentaram, e a margem da cachoeira acabou se transformando num importante centro comercial. (Com ACS PMSP)


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