02/05/2017 09:00:00

Das mulas à siderurgia

Caderno Especial de Aniversário



Divulgação/ACS PMSP


Santana do Paraíso tem um enorme potencial de crescimento imobiliário
O historiador Osvaldo Aredes garante que os tropeiros foram os principais responsáveis pelo ciclo econômico de Santana do Paraíso, que atualmente possui várias indústrias e o único aeroporto do Vale do Aço. As cachoeiras eram – e continuam sendo, alguns séculos depois – o ponto de referência mais significativo da região, comprovando, assim, o privilégio de possuir recursos naturais realmente significativos.

A “Fazenda da Cachoeira do Engenho” teria sido o primeiro centro comercial de Santana do Paraíso, abrigando em seus espaços um moinho e máquinas de limpar café e arroz. Logo surgiram outros armazéns de cereais e novos moradores começavam a chegar, motivados principalmente pela beleza do lugar e pela fartura da caça e da pesca.

O primeiro nome da cidade, Taquaraçu, significa “grande bambu” e prestava uma homenagem a uma vegetação muito comum na região. O território do atual município pertenceu antes a Itabira do Mato Dentro, e foi elevado a distrito em 1892.

Divulgação/ACS PMSP


A atual administração investe em novas obras, como a Avenida Girassol
BOTEIROS
No início do Século 20, com a chegada da Estrada de Ferro Vitória Minas, a região ganhou um grande crescimento demográfico, com o aumento do número de fazendeiros e produtores rurais que sonhavam escoar a produção agrícola pelo caminho de ferro em direção a Itabira e a Figueira do Rio Doce (atual Governador Valadares).

A linha férrea passava pelo “Porto do Sal” (hoje Ipaba do Paraíso), que se transformou num grande entreposto comercial no final do século XIX. Nessa época, em vez dos tropeiros, destacavam-se os boteiros, que transportavam as mercadorias e atendiam, ainda, ao município de Caratinga.

Construída a ferrovia, o atual bairro conhecido como Ipabinha ganhou mais importância comercial. De lá partiram os homens que construiriam a Estação de Pedra Mole, que depois daria origem ao município de Ipatinga.

SIDERURGIA
Em 1923 houve uma nova subdivisão territorial em Minas Gerais, e o então distrito de Conceição de Mato Dentro foi anexado ao município de Mesquita. Nesse período, Santana do Paraíso viveu uma fase de estagnação até a chegada da siderurgia à região, primeiro com a construção da Acesita, em meados dos anos 40, e depois a Usiminas, no final dos anos 50, que depois construiu um aeroporto no território de Santana do Paraíso, junto ao Distrito Industrial, às margens da BR-381.

Desde a sua emancipação, em 28 de abril de 1992, Santana do Paraíso vive mais um ciclo econômico, com aumento do número de indústrias e um grande crescimento da sua área urbana, através da formação de novos bairros e loteamentos feitos por empresas do setor imobiliário. (Com ACS PMSP)


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