12/05/2017 17:36:00

Pai e avó são acusados de abusos contra menina de seis anos, em Ipatinga

Em conversa com a psicóloga do abrigo a pequena contou que sofria abusos sexuais do pai, quando a avó ia para a igreja



Wôlmer Ezequiel


Presos preventivamente pai e avó da criança ficam à disposição da Justiça

Na sexta-feira a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Ipatinga concluiu o inquérito e prendeu o pai, B.P.P.B, de 23 anos, e a avó, N.C.P, de 48 anos, por estupros contra a menina de seis anos.

A delegada de Polícia Civil, Amanda Moraes, conta ao DIÁRIO DO AÇO que a criança morava com a mãe, usuária de drogas ilícitas, em Vitória (ES), e veio para Ipatinga em meados de 2015. “Como a mãe não tinha condições, o próprio pai buscou a criança, mas infelizmente ela foi recebida desta maneira”.

Segundo a delegada, as professoras e diretora da escola que a menina frequentava, no bairro Limoeiro, em Ipatinga, perceberam sinais de maus tratos e recorram ao Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente(CT). “As professoras notaram que a garota sempre chegava suja na escola, com marcas de agressão, e reclamando que sentia fome. Assim, a instituição procurou o CT que averiguou a história em fevereiro deste ano”, informa.

Constatadas as situações de maus tratos que a criança sofria na casa do pai e avó paterna, a menina foi levada para um abrigo da cidade. “Logo na primeira visita dos conselheiros, a avó, que cuidava da vítima, já expressou o desejo de se livrar da menina e a acusou de mentirosa”, revela da delegada Amanda.

Em conversa com a psicóloga do abrigo a pequena contou que sofria abusos sexuais do pai, quando a avó ia para a igreja. A delegada ressalta que a menina sustentou a mesma história para os conselheiros e para os policiais civis. “Segundo os depoimentos prestados pela criança, o pai a estuprou por algumas vezes, porém não houve conjunção carnal. Ela informou à Polícia Civil que B.P.P.B assistia filmes pornográficos enquanto praticava o ato libidinoso”, salienta.

Para a delegada a história da criança é comprovada pela riqueza de detalhes e pelos depoimentos dos acusados. “Não cremos que uma criança de apenas seis anos seja capaz de recontar uma história inventada com muitos detalhes, como ela contou, para pessoas diferentes. Por isso cremos que os fatos são verídicos. Além disso, a postura do pai e da avó nos chamou muita atenção. A avó, N.C., acusa a menina de falsa e que ela foi possuída por demônios”, afirma.

A delegada informa que nos depoimentos a criança reforça que a avó tinha sido informada sobre o ocorrido mas que a mesma duvidou da pequena e não tomou nenhuma medida.

Após dois meses o inquérito foi concluído e os acusados tiveram a prisão preventiva decretada. A avó foi presa dentro de casa e o pai no local de trabalho. Segundo a delegada Amanda, nenhum dos dois esboçaram nenhum tipo de reação.

Defesa

Em entrevista ao DIÁRIO DO AÇO, na sede da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, o pai alegou que é inocente e que não entende a atitude da criança. “Será provado que não fiz nada. Eu que quis trazer minha filha da casa mãe dela, pois ela estava sendo mal cuidada”, ressalta.

O acusado também defende a mãe e afirma que ela nunca fez nada contra a garota. “Minha mãe ama a neta dela, assim como eu amo. As pessoas não aceitam o modo como minha mãe cria a menina, dentro da igreja evangélica”, conta.

A avó, presa por omissão, conta que aconselhou para a menina que gritasse por socorro caso ocorresse novamente, mas que nunca percebeu nada de anormal. “Eu a aconselhei e passei a vigiar também, mas nunca peguei nada de diferente. Quando ela me contou ela não informou que era o pai dela, falou do ocorrido, mas não de quem era. Não procurei a polícia porque eu não tinha provas, além disso, ela já mentiu diversas vezes, na própria escola, por exemplo”, ressalta.

A avó acredita que a criança tenha sofrido influências de “demônios”, por ter passado um tempo na casa da mãe, um ambiente de consumo de drogas, segundo a acusada. “Aconteceu de lá pra cá, foi Deus que me mostrou os demônios. Isso quem vai provar é Deus. A respeito do meu filho quem fala é só ele, não tenho nada para falar sobre ele”, conta.
O pai da vítima, que já tinha passagem pela polícia pela acusação de roubo, foi levado à Penitenciária de Ipaba e a avó para o Ceresp de Ipatinga. Agora, os acusados estão à disposição da Justiça. A criança deverá ser encaminhada para adoção, por não ter nenhum outro parente em condições de recebê-la.


Pai e avó são acusados de estuprar menina de seis anos, em Ipatinga



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Comentários

Juliana

13 de Maio, 2017 | 14:20
Que tipo de avó é esta que a neta diz que esta sendo estuprada e ela nao toma uma atitude?
Francamente uma criança de 6 anos mal sabe ler direito mal sabe escrever como vai saber o que é filme pornografico, ah vai tomar banho cara

Willian

13 de Maio, 2017 | 12:47
Qual é José Geraldo ta querendo acoitar o pai safado?VC é outro safado igual a ele eu acho que deveriam falar o nome do safado pra gente estuprar ele também fazer com ele igual no tropa de elite #soucontraestupro esse safado tem que virar muiezinha lá no cerespe msm José Geraldo safado acoitando o pai estuprador pqp VC é policial?se não é fica com suas opiniões medíocres só pra vc

Núbia

13 de Maio, 2017 | 12:46
Esse Geraldo é um otário mesmo. Sim criança mente sim. Mas é umas mentiras tão bobas que na hora vc percebe. Elas ainda não são capazes cognitivamente de mentir com detalhes e nem de repetir várias vezes as mesmas mentiras. Como a delegada analisou isso de fato aconteceu

Sophia

12 de Maio, 2017 | 23:57
Toma vergonha nessa sua cara seu José Geraldo nos poupe com esse lixo de comentário.
Se ele fosse um pai bom ela ia querer que ele fosse preso tenha dó.
E que lixo de vó e esse que não tem interesse nem um em saber como aconteceu? onde? e quem fez? e ainda dizer q um ser inocente sem pecado está possuída? Possuído ta e o filho dela esse capeta e ela essa mãe do satanás

Marilene

12 de Maio, 2017 | 21:25
Que avó inocente!!!
Não teve nenhuma curiosidade de procurar saber quem era o monstro... Ohhhhhhhhhh...

José Geraldo

12 de Maio, 2017 | 19:08
Senhora delegada , não querendo defender os acusados , nem mesmo os culpa-los , mas uma criança de 6 anos tem capacidade sim de inventar as coisas , ainda mais quando elas estão descontentes com o modo de ser tratada. Pelo que entendi , o pai tirou-a do convívio da mãe , que é usuária de drogas , e que parece conviver com vários tipos de pessoas . Não seria possível , essa história ter ocorrido lá , e ela apenas ter alterado ela um pouco ?!. Fica minhas dúvidas.
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