17/05/2017 18:06:00

Absolvido policial acusado de matar universitário no Clube do Cavalo

O policial sentou-se no banco dos réus acusado de matar o técnico em eletrotécnica e estudante de Engenharia Elétrica, Johnes Martins, em uma festa ocorrida em dezembro de 2011



Doctum TV


O policial foi absolvido com a tese de legítima defesa
O conselho de sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Caratinga decidiu pela absolvição do policial civil Isael Júnior Dias, de Ipatinga. O policial sentou-se no banco dos réus acusado de matar o técnico em eletrotécnica e estudante de Engenharia Elétrica, Johnes Martins, de 20 anos, também de Ipatinga, em uma festa ocorrida em dezembro de 2011 no Clube do Cavalo do Vale do Aço, às margens da BR-458, em Caratinga. O policial foi absolvido com a tese de legítima defesa.

Do lado de fora parentes e amigos mostraram indignação com a decisão da justiça. A prima de Jhones, Sara da Silva, desmaiou na sala de audiência quando ouviu a sentença inocentando o policial. Com camisas estampadas com a foto do jovem, eles gritaram na porta do Fórum por justiça. “Eu acho que testemunhas mentiram, ficaram intimidadas pela presença de tantos policiais. É muito complicado para a família, até mesmo em se sentir ouvida pela justiça. Não foi justo”, disse Sara da Silva, prima de Jhones.

Jhones foi morto a tiros na festa Quintaneja

Já do outro lado, estavam a família e amigos do policial inocentado, também com camisas em apoio a ele. “A sentença espelhou o que o processo revelava; a inocência do réu. Agora, Isael continuará em liberdade, não constando nenhum tipo de registro na ficha dele, processualmente falando. Sendo hoje chancelada de forma definitiva”, comentou o advogado de Defesa, Fábio Silveira. O julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Faria e Souza, em Caratinga, na tarde de terça-feira (16).

Entenda
O crime ocorreu no interior do Clube do Cavalo, localizado às margens da BR-458, entre Caratinga e Ipatinga. O levantamento na época indiciou que Johnes Martins, morador na rua Êxodo, bairro Caçula, em Ipatinga, participava do evento Quintaneja, quando estourou um conflito envolvendo algumas pessoas. Um dos seguranças chegou a imobilizar um dos envolvidos.

Assim que o homem se soltou, sacou da cintura uma arma de fogo e disparou uma vez, à queima-roupa, acertando o tórax de Johnes. A família insiste que Johnes não participava da briga, apenas teria ido buscar um amigo no meio do tumulto, momento em que houve o disparo. O então delegado regional de Ipatinga, João Xingó de Oliveira, informou em entrevista ao Diário do Aço, à época, que em depoimento o policial civil alegou ter sido acidental o tiro disparado em meio à confusão. O policial disse que a arma, um revólver calibre 38, caiu e disparou. Isael apresentou-se dois dias depois ao delegado regional, entregou a arma e respondeu ao processo em liberdade. (Com informações da Doctum TV /Caratinga)
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Comentários

Esse Cara Sou Eu

18 de Maio, 2017 | 22:12
UM DESSE SER PENALIZADO NO BRAZIL, NÃO TEM COMO FARINHA DO MESMO SACO SUJO, TA TUDO CONTAMINADO, A JUSTIÇA TA DEFENDENDO QUEM NÃO É DO SISTEMA IMAGINA ESSE AÍ ELE PODE TUDO NESSE LIXO DE PAÍS, NADA O AFETARÁ

Alguém

18 de Maio, 2017 | 15:59
No dia dos fatos eu estava lá e vi a confusão esse rapaz não estava na briga quando ele tomou o tiro ele tava tirando alguém da confusão e o outro sacou a arma e atirou e logo após fugiu

Josefh

18 de Maio, 2017 | 08:38
No país sem pena de morte a solicitar pela vítima antes de morrer como em doação de órgãos e tecidos, a violência, a criminalidade e o homicídio seguem se alastrando e aterrorizando a população.
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