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22 de fevereiro, de 2022 | 07:00

Primeiro título

Fernando Rocha


Como em 2021, a Supercopa dos Campeões, promovida pela CBF, terminou com empate de 2 x 2 no tempo normal, sendo decidida nos pênaltis e vencida, desta vez, pelo Galo por 8 a 7.

Os mais de 32 mil torcedores presentes à Arena Pantanal, juntos e misturados nas arquibancadas como deveria ser sempre, e os milhões de telespectadores no Brasil ou espalhados pelo mundo viram um grande jogo de futebol e de nada podem reclamar.

No primeiro tempo, o Atlético errou muitos passes e o Flamengo desperdiçou várias chances claras de gol. Numa das poucas vezes que chegou ao ataque, o Galo abriu o placar com Nacho Fernández aproveitando uma falha do goleiro Hugo, que soltou um chute de fora da área de Arana nos pés do argentino.

Na segunda etapa, dos 10 aos 20 minutos, o Flamengo virou o placar com Gabigol e Bruno Henrique, este último numa falha de Godín. Mas, aos 27 minutos, o técnico “Turco” Mohamed mexeu bem ao trocar Savarino e Keno, respectivamente, por Ademir e Vargas, que dois minutos após entrarem em campo construíram a jogada para Hulk mostrar toda a sua qualidade e empatar a partida.

A decisão foi aos pênaltis, com um festival de erros e acertos, mas, no fim, o Galo ganhou o seu primeiro título nesta temporada, prevalecendo a frase que os atleticanos gostam muito: "se não for sofrido, não é Galo".

Defesa ruim

A torcida cruzeirense atendeu ao pedido da diretoria e lotou o Independência, sob o forte calor da manhã no último domingo na capital, vibrou e empurrou o time, até aplaudiu os jogadores ao final, reconhecendo o esforço de todos.
O empate de 2 x 2 acabou sendo justo e premiou o time guerreiro do Leão do Bonfim, que em nada sentiu a pressão do estádio lotado de cruzeirenses.

Do meio para frente, o time do Cruzeiro está bem ajustado, onde se destacam o artilheiro Edu, autor de outro belo gol, além de Vítor Roque e Danielzinho, que estão jogando muita bola.

Mas, a defesa precisa de ajustes e de jogadores com mais qualidade, sendo preocupante a provável saída do experiente zagueiro Maicon, que não se acertou financeiramente com a nova diretoria.

FIM DE PAPO

O folclórico treinador Nenén Prancha dizia que “o pênalti é tão importante que deveria ser cobrado pelo presidente do clube”. Quem já jogou futebol sabe que, ao contrário do que muita gente pensa, não é fácil bater ou defender um pênalti, ainda mais quando se trata de uma decisão de título com milhões de reais de premiação. Mesmo sendo jogadores profissionais e muito bem pagos para exercer o seu ofício, o lado emocional exerce enorme influência e se torna fator preponderante para o sucesso ou fracasso na hora das cobranças.

Nesta decisão da Supercopa não foi diferente e algumas das batidas dos jogadores, como as de Willian Arão pelo Flamengo e de Guga pelo Galo, podem ser descritas como bizarras. No início até houve eficiência, mas depois que a série foi progredindo e a responsabilidade aumentava, as conclusões em sua maioria foram risíveis.

Os goleiros Everson e Hugo, dentro do que lhes cabe, estiveram muito bem, mas quando arriscaram cobrar foram ridículos. Melhor para o goleiro atleticano que pegou três pênaltis, o que não é pouco mesmo, considerando o total de 12 cobranças. O mais incrível de tudo foi o Flamengo desperdiçar quatro chances de matar a decisão, algo bem raro de se ver, especialmente, em se tratando de um time recheado de jogadores experientes que recebem salários milionários.

O novo “mister” rubro-negro, Paulo Sousa, recebeu muitas críticas por ter tirado o cansado Bruno Henrique para entrar o meia Diego Ribas, o que pôs o Galo ainda mais no ataque. Já o técnico “Turco” Mohamed está sendo muito elogiado pelas substituições que deram outra movimentação à equipe, e por ter mantido a estrutura e o padrão tático vitorioso construído por Cuca na temporada passada. (Fecha o pano!)
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