Luiz Rocha/ Sind-UTE/MG
Professores da rede estadual de ensino vão à Cidade Administrativa cobrar do governo estadual o pagamento do piso salarial da categoria
A luta travada pelos professores da rede estadual de ensino com o governo de Minas Gerais para o pagamento do piso salarial da categoria continua. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) informou que, na próxima terça-feira (7), a categoria realizará a paralisação total das atividades.
Os profissionais também estão organizando uma manifestação, prevista para o mesmo dia, às 9h, na capital. “A categoria deliberou por realizar atos públicos mensais na Cidade Administrativa, em defesa do pagamento do piso salarial”, explicou a diretora do Sind-UTE em Ipatinga, Isaura Azevedo Carvalho.
Escolha da dataA data para realização do ato não foi escolhida de forma aleatória. “Dia 7 de junho, 5º dia útil, dia de pagamento. Dia em que recebemos o salário e constatamos que, mais uma vez, o governo não pagou o que deve aos trabalhadores em Educação”, explicou Isaura.
Programação Além do ato previsto na Cidade Administrativa, os professores também devem participar de uma audiência pública, realizada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Na reunião, será tratada a necessidade de retomada das nomeações dos candidatos aprovados no Edital SEE nº 7/2017.
“Agora, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suspensão das contratações temporárias, mais do que nunca, é preciso nomear aprovados no concurso público, que aguardam nomeação há tanto tempo”, cobrou a representante do sindicato.
Funcionamento das escolas Ao ser questionada sobre o funcionamento das escolas estaduais na próxima terça-feira, a diretora do Sind-UTE em Ipatinga explicou que cada escola informará às famílias. “É uma paralisação convocada em todo o Estado. Cada unidade escolar, a partir da adesão dos trabalhadores, fará a comunicação para as comunidades escolares”, esclareceu.
Caravana Alguns profissionais da educação do Vale do Aço devem marcar presença na manifestação em Belo Horizonte. O sindicato está organizando uma caravana. “Ainda estamos com as inscrições abertas”, reforçou Isaura.
Calote Para o sindicato que representa a categoria, o governo tem dado o calote nos profissionais da educação. “Ao deixar de pagar mais de mil reais por mês para o trabalhador, o governo do estado vem acumulando calotes contra a categoria”, definiu a diretora do Sind-UTE em Ipatinga.
Já publicadoProfessores da rede particular poderão entrar em greve no Vale do AçoPiso Atualmente, o piso nacional da categoria é de R$ 3.845,63. Os professores do estado chegaram bem perto de conseguir esse valor, mas o governador Romeu Zema (Novo) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a aplicação aprovada pelos deputados estaduais.
No dia 27 de maio, o plenário do STF suspendeu as emendas parlamentares que garantiam os reajustes salariais maiores. Decidindo que o reajuste dos servidores iria se limitar aos 10,06%. “A liminar foi concedida e estamos atuando junto aos ministros do STF para o julgamento do mérito”, detalhou Isaura.
Resposta Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que já foi notificada sobre a paralisação da próxima terça-feira. A pasta explicou que tem mantido o diálogo com os representantes sindicais e completou dizendo que “os canais de comunicação continuarão abertos para que as demandas da categoria possam ser apresentadas e debatidas”, concluiu.