16 de agosto, de 2016 | 18:59

Quase 70 anos de cadeia para trio que assaltou e matou taxista

Levados a julgamento no Fórum de Coronel Fabriciano, três foram sentenciados por latrocínio e corrupção de menores

Wellington Fred
Os três maiores, envolvidos no crime foram sentenciados por latrocínio e corrupção de menoresOs três maiores, envolvidos no crime foram sentenciados por latrocínio e corrupção de menores
Os três adultos envolvidos no latrocínio (roubo seguido de morte) do taxista Renor Maria da Silveira, de 71 anos, sequestrado no Centro de Coronel Fabriciano e barbaramente assassinado em uma área rural, na tarde de 26 de dezembro de 2015, foram todos sentenciados por latrocínio e corrupção de menores, entre outros delitos.

A soma das penas aplicadas a Thaylon David Lage, 18 anos, Vitor Liniker Sales Costa, 18, e Wederson Henrique do Carmo Reis, o João Neguinho, de 26, passa de 69 anos de reclusão.

Thaylon David e Vitor Liniker vão cumprir, cada um, 21 anos, sete meses e sete dias de prisão. Já, João Neguinho, foi sentenciado a 25 anos, sete meses e onze dias.

A sessão do júri singular foi presidida pelo juiz Vitor Luís de Almeida. O advogado José Aílton de Fátima Alves atuou na defesa dos réus, nomeado pelo Estado de Minas Gerais. Os outros três menores de idade ainda terão a situação definida.

Acusação

Conforme a acusação feita pelo Ministério Público, no dia 26 de dezembro de 2015, por volta de 12h30, os acusados, acompanhados por três adolescentes, renderam e assaltaram o taxista Renor Maria da Silveira, levado em seguida para o bairro Petrópolis em Timóteo e depois para uma área isolada, à margem do contorno rodoviário da BR-381, onde foi amarrado a uma árvore e morreu vítima da tortura e agressões físicas às quais foi submetido.

A defesa de Vitor Liniker e Thaylon David Lage alegou em ambos os casos, deficiência de provas e que Thaylor não poderia ser condenado por corrupção de menores, uma vez que os adolescentes envolvidos já praticavam atos infracionais.

A defesa de Wederson Henrique do Carmo Reis adotou a tese da negativa de autoria, com base na deficiência de provas. Desde o dia de sua prisão, Wederson alegou inocência e atribuiu sua prisão a outro crime da mesma natureza.

Há cerca de 15 anos, quando ainda estava da menoridade penal, Wenderson cometeu um crime parecido, quando encontrou-se com um homossexual, combinou um programa amoroso, matou a vítima e usou o cartão bancário dela. Foi recolhido, liberado e voltou à prática de um crime idêntico. Entretanto, as provas, iriam levar João Neguinho a mais uma sentença.

O juiz entendeu que, apesar da negativa de autoria inexistiam dúvidas sobre o conjunto de provas, periciais e testemunhais produzidas na investigação. “Os depoimentos das testemunhas, colhidos sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, mostraram-se convincentes e esclarecedores, corroborando a materialidade do delito e a autoria afeta aos três acusados”, observou o magistrado.

Flagrados
Álbum pessoal
Renor Maria da Silveira tinha 71 anos quando foi assassinado Renor Maria da Silveira tinha 71 anos quando foi assassinado


Pesaram contra os acusados, entre outras provas, as imagens das câmeras de vídeo dos estabelecimentos comerciais onde os três acusados fizeram compras usando cartões bancários roubados da vítima, uma mercearia, uma loja no shopping, além de uma drogaria no bairro Caladinho de Baixo. Quando foram presos, os acusados estavam de posse de vários alimentos perecíveis adquiridos com o cartão do taxista, um dia depois que ele foi assassinado.

Um dos adolescentes apreendidos relatou toda a dinâmica do crime, bem como sua participação e a dos três adultos, de outro adolescente e de uma garota de 17 anos, amásia de Wederson Henrique, vista nas imagens das compras levando uma criança no colo, filha dela.

O crime foi combinado em uma reunião ocorrida na casa de Wenderson, quando ficou decidido que assaltariam o taxista Renor e depois o matariam, uma vez que ele conhecia todos os participantes. A decisão da escolha da vítima deu-se pelo fato de ele ter dinheiro e por ter se envolvido com as irmãs de dois dos integrantes do grupo.

O plano era usar o cartão da vítima, sacar o máximo de dinheiro que pudessem e dividir de forma igual entre os seis envolvidos. Como não conseguiram sacar o dinheiro, porque além da senha numérica faltou uma senha alfabética, com três letras, decidiram apenas fazer compras com os cartões bancários da vítima.

Penas

Os réus aguardarão eventual recurso da defesa, encarcerados. O magistrado que os sentenciou indeferiu o direito de recorrer em liberdade e explicou o motivo: “Com efeito, os réus praticaram crime grave, em concurso de agentes e mediante violência – com o emprego de meio cruel - à pessoa da vítima, a qual veio a óbito em razão da violência perpetrada. Além do mais, os réus ainda corromperam três menores”, escreveu o juiz.

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Comentários

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Mairon

18 de agosto, 2016 | 17:46

“Trabalhei para uma empresa de automação e sempre encontrava com ele no Bretas do centro de Fabriciano, direto ele estava no SAC conversando com o pessoal, pelo pouco que que conversei com ele parecia ser uma pessoa bacana, espero que a "justiça" realmente faça eles cumprirem casa segundo dessa condenação...”

Edvan Araujo Osorio

17 de agosto, 2016 | 22:00

“A CONDENACAO SE FOR COMPRIDA E BOA , MAS AS LEIS BRASILEIRAS TEM MUITAS BREJAS ,DAQUI UNS 4ANOS ESTAO SOLTINHOS E NOS POPULACAO PRESSOS EM NOSSAS CASAS.”

Vinicius

17 de agosto, 2016 | 16:30

“Tem que apodrecer na cadeia. Esses aí sempre deram trabalho na cidade e depois dessa covardia tem mais é que mofar na cadeia mesmo. Se fosse nos EUA, ou morreriam ou pegariam perpétua. Essa nossa justiça ainda é fraca pra esses marginais”

Renegado

17 de agosto, 2016 | 11:04

“Pegou pouco. Esse João neguin é bandido desde novo. aterrorizava o bairro giovanini proximo ao duvale supermercados. Se tivessem feito com alguem d aminha familia não ia ficar nenhum vivo. Daki a pouco ta solto por bom comportadmento. Uma pessoa que mata para roubar nunca tera um bom comportamento na vida.”

Sebastião

17 de agosto, 2016 | 09:44

“Os advogados, que estão defendendo essas coisas imprestáveis,
terão que prestar contas a Deus.Só se defende quem é inocente.”

Jaime Saturnino de Menezes

17 de agosto, 2016 | 08:01

“merecia era pena de morte”

Felipe Frois do Amaral

17 de agosto, 2016 | 02:11

“Isso tudo o que, Duda?”

Duda

16 de agosto, 2016 | 23:16

“Meu Deus pra quer isso tudo 😨”

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