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05 de setembro, de 2016 | 21:31

Ônibus é incendiado na divisa de Ipatinga e Santana do Paraíso

No atentado, bandidos espalharam gasolina e atearam fogo em coletivo

Wellington Fred
Coletivo fazia a linha 601 (Bethânia/Centro)Coletivo fazia a linha 601 (Bethânia/Centro)
Um ônibus da Saritur, concessionária do transporte coletivo de Ipatinga, foi incendiado na noite desta segunda-feira, na saída do bairro Industrial, em Santana do Paraíso, para o bairro Granjas Vagalume, em Ipatinga.

Conforme as testemunhas, três criminosos, encapuzados, invadiram o ônibus assim que o coletivo fez o contorno e iniciava a viagem de volta para Ipatinga na linha 601 (Bethânia/Centro).

Equipes do Corpo de Bombeiros Militares compareceram e apagaram o incêndio, mas o carro foi completamente destruído nas proximidades da subestação da Cemig. O subtenente Valdeci informou que os criminosos aproveitaram o momento da manobra para invadir o coletivo.

"Três indivíduos invadiram o ônibus, renderam funcionários, obrigaram a trocadora e o motorista a descer e tocaram fogo. Estamos em busca de informações sobre os autores. Não houve feridos, porque, no momento do ataque todas as pessoas já tinham descido", detalhou o militar.

A reportagem do Diário do Aço esteve no local da ocorrência e apurou que dois adolescentes foram apreendidos como suspeitos do crime. Eles negam envolvimento com o atentado. Um dos adolescentes já tinha sido apreendido na tarde desta segunda-feira, portando material explosivo (dinamites).

Ele foi ouvido e liberado. A polícia avalia se, pela revolta da apreensão, o adolescente teria chamado dois comparsas para cometer o atentado. Tanto o principal suspeito quanto o comparsa negam envolvimento com o crime.

Nas proximidades do local do atentado a polícia recolheu peças de roupas, que estavam abandonadas. Acredita-se que, na fuga, os bandidos trocaram as roupas para não ser identificados por esse detalhe.

Conforme a PM, pesam contra os suspeitos, denúncia recebida via telefone 190, fortes indícios como cheiro de fumaça e gasolina, mãos e roupas sujas, comportamento suspeito e informações controversas prestadas por eles.



Clima tenso em presídio

Outra possibilidade, a da ordem para o ataque ao ônibus ter partido de alguma unidade prisional não foi descartada, mas até a tarde de terça-feira, não havia qualquer comprovação neste sentido.

A suspeita surgiu porque, desde o fim de semana, a insatisfação de presos com a superlotação na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, deixou o clima tenso no presídio e prejudicou a visita de familiares.

Wellington Fred
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