08 de setembro, de 2016 | 18:00
Bancários permanecem em greve
Presidente do Seebi informa ampliação de adesões ao movimento
IPATINGA A paralisação dos bancários, iniciada na terça-feira, 6, teve o número de adesões ampliado, conforme informou o presidente do Sindicato dos Bancários de Ipatinga e Região (Seebi), José Carlos Bragança. No primeiro dia, 15 bancários haviam aderido e, nessa quinta-feira (8), o sindicado contabilizou mais 49 profissionais, tanto na rede pública quanto privada.Ele acrescenta que, em todas as agências, existem bancários que aderiram à greve, mas algumas não estão com atividades interrompidas. Caso das agências do Banco do Brasil do Centro, do Horto e do Centro de Coronel Fabriciano. Nos outros locais, onde há agentes em greve, ainda temos pessoal suficiente pra fazer atendimento. Nenhuma delas está com 100% de paralisação”, cita.
No caso dos bancos, por não se tratar de serviço essencial, não há necessidade de manter 30% de atendimento. Quem determina como a demanda é atendida é o próprio gerente. Bragança adianta que uma negociação está marcada para esta sexta-feira (9) com o comando nacional.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não divulgou balanço de agências fechadas no primeiro dia de greve e afirmou apenas que a população tem à sua disposição uma série de canais alternativos para realizar transações financeiras.
A categoria rejeitou a proposta da Fenaban de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. Os sindicatos alegam que a oferta ficou abaixo da inflação projetada em 9,57% para agosto deste ano, e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário.
Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.
Segundo a Fenaban, a proposta representa um aumento na remuneração de 15% para os empregados com salário de R$ 2,7 mil, por exemplo. Para quem ganha R$ 4 mil, o aumento de remuneração seria de 12,3%; e, para salários de R$ 5 mil, equivaleria a 11,1%. O piso salarial para a função de caixa, com o reajuste, passaria a R$ 2.842,96, por jornada de 6 horas/dia.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) diz que os clientes podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais. Correspondentes bancários, como postos dos Correios e casas lotéricas, também recebem contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, entre outros serviços.
Repórter: Bruna Lage
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