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13 de setembro, de 2016 | 22:00

Condenada quadrilha que traficava drogas e celulares na Penitenciária de Ipaba

Três professoras, um agente penitenciário e quatro presos foram sentenciados por formarem organização criminosa

Alex Ferreira
Investigação sobre organização criminosa na PDMC foi inciada este ano e levou oito para a Justiça Investigação sobre organização criminosa na PDMC foi inciada este ano e levou oito para a Justiça
Já foi publicada a sentença da 2ª Vara Criminal de Ipatinga, que condena oito pessoas envolvidas com o tráfico de drogas, entrada de celulares e outros produtos ilícitos na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho (PDMC) de Ipaba. O caso foi apurado pelo delegado de Polícia Civil de Ipaba, Célio Las Casas de Andrade, conforme o Portal Diário do Aço acompanhou ao longo de 2016.

O inquérito resultou em uma denúncia do Ministério Público, segundo a qual o grupo constituiu "uma organização criminosa para a prática reiterada do tráfico de drogas, bem como promoveu e intermediou a entrada de celulares" no presídio.

Dos oito integrantes do grupo, ficou apurado que os quatro primeiros (três professoras e um agente penitenciário) receberam, direta e indiretamente, vantagem ilícita econômica em razão da função que exerciam. Com isso, as professoras Jolimara Rodrigues Givisiez, Sônia Maria Duarte e Fabiana da Silva Lima, além do agente de segurança penitenciária, Marco Aurélio Rosa, foram sentenciados a cumprir, cada um, 11 anos e nove meses de reclusão, além de multa pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa, corrupção passiva e ingresso de aparelho telefônico na penitenciária. Jolimara e Marco Aurélio são casados.

"Ficou estampado na lide que os quatro primeiros denunciados se associaram, de maneira estruturalmente ordenada, com nítida divisão de tarefas e cooperação de esforços, visando obter vantagem econômica, mediante a reiterada prática do crime de corrupção passiva, decorrente do intenso comércio de celulares e drogas no interior da PDMC, nos exatos termos da Lei 12.850/13, gizando-se que os mesmos se valiam do fato de serem servidores públicos, conhecendo a ausência e/ou deficiência das revistas pessoais e a precariedade de estrutura para combater essa modalidade delitiva", descreveu o juiz Antonio Augusto Calaes.

Tanto o agente quanto as professoras da rede estadual de ensino, lecionando na Escola Estadual Dênio Moreira de Carvalho, que funciona nas dependências da penitenciária, tiveram decretada a perda dos cargos, conforme cópia da sentença à qual o Diário do Aço teve acesso.

Mais

Outros quatro denunciados, embora absolvidos da acusação de tráfico de drogas no presídio, foram sentenciados por outros delitos. O preso Douglas Wagner Machado de Souza, o “Dogão”, prestará serviços à comunidade pelo prazo de seis meses, durante sete horas semanais, em entidade a ser designada pela Vara de Execuções Criminais.

Walter Mendes Ferreira, o ‘Boca de Caixão”, José Marques Pereira de Souza e Glauciano Alves Ferreira, que também cumprem penas de reclusão na penitenciária, foram sentenciados apenas pelo tráfico de celulares, a três meses e 22 dias de detenção. Os quatro carregavam os telefones celulares, da sala de aula, para as celas. Posteriormente, os aparelhos eram vendidos para os internos a preços que variavam entre R$ 500 e R$ 1,5 mil cada.

Grande parte das provas que levaram o grupo à condenação foi extraída de conversas telefônicas entre os presos e os sentenciados. As gravações foram feitas por um dos presos, que, segundo ele, procura meios para se resguardar.

Mais Advogado é preso com celulares e chips dentro de presídio

Vídeo da época da investigação
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Comentários

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Tá Cega Fia? Lê Novamente!

14 de setembro, 2016 | 22:25

“Tá cega Fia? Lê novamente!”

Eunice

14 de setembro, 2016 | 11:18

“Pq em momento algum nao falam que a Jolimara é esposa do Marco Aurelio?”

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