21 de setembro, de 2016 | 13:34

A diferença está no olhar

Zenólia M. de Almeida

O Brasil teve a oportunidade de receber neste ano dois eventos esportivos de grande envergadura: as Olimpíadas e Paralimpíadas. Uma rápida análise revela diferenças significativas no olhar com o qual a sociedade os distinguiu: os orçamentos disponibilizados, o destaque na mídia nacional e internacional, o interesse do público em assistir aos eventos, a participação do público, em geral. Enfim, a importância conferida aos dois eventos não foi a mesma.

O esporte é uma forma privilegiada de congregar pessoas, um meio pelo qual é possível alcançar a inclusão social. No caso dos portadores de deficiência ou necessidades especiais, representa uma oportunidade de superar as dificuldades e as limitações que sugerem, bem como a falta de oportunidades. Segundo dados do Censo Demográfico (IBGE, 2010), o Brasil tem 45,6 milhões de pessoas com deficiência, ou seja, 23,9% da população declararam ter pelo menos uma deficiência, seja visual, auditiva, motora ou mental. Essas pessoas não são incapazes, mas sofrem com o preconceito ou até mesmo com o descaso da sociedade.

A história registra que as competições esportivas têm sua origem nos Estados Unidos e na Inglaterra%2
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