26 de setembro, de 2016 | 16:05

HMC celebra Dia Nacional de Doação de Órgãos

Profissionais trabalham para sensibilizar as pessoas quanto à importância da doação

DA REDAÇÃO – A fim de chamar a atenção em torno da fila por um transplante Sistema Único de Saúde (SUS), os profissionais do Hospital Márcio Cunha (HMC) e da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), que integram a Comissão Intra Hospitalar de Captação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), trabalham para sensibilizar as pessoas quanto à importância da doação de órgãos, no Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, comemorado nesta terça-feira, dia 27.

De acordo com o médico do HMC e coordenador da CIHDOTT, Emerson Damasceno Moura, as ações do Márcio Cunha demonstram a assertividade das campanhas de conscientização para doação de órgãos junto à comunidade e as condições clínicas, técnicas e tecnológicas que o HMC possui para dar o diagnóstico de morte encefálica e possibilitar os atendimentos de alta complexidade, integrando-o à rede do MG Transplantes - órgão que estrutura as ações por regionais e possibilita a realização da captação e do transplante na própria regional.

“Essa prática permite que o Hospital Márcio Cunha, único centro transplantador no Leste de Minas Gerais, realize captações e transplantes renais em pacientes do próprio Vale do Aço e das regiões que abrangem cidades como Teófilo Otoni, Governador Valadares, Caratinga e Manhuaçu”, afirma Emerson Moura. Somente neste ano, o HMC já realizou 39 transplantes renais.

Hoje, o Hospital Márcio Cunha mantém à disposição de suas equipes métodos como arteriografia cerebral e eletroencefalograma para confirmar este diagnóstico, que auxiliam a avaliação do médico neurologista.

A corrida pela vida com a doação de órgãos ganhou ainda aliados importantes nos últimos anos. Destaques para a criação do Leito de Apoio à Vida – exclusivo para pacientes com morte encefálica; para a maior capacitação da equipe da CIHDOTT, que hoje conta com médicos, enfermeiros e psicólogo; e para a inauguração do Heliponto, que agiliza não apenas a captação e o envio de órgãos para outros hospitais por meio de helicópteros, mas também, serve para o acolhimento de urgência a pacientes e profissionais trazidos de outros hospitais e até diretamente de acidentes nas rodovias.

Autorização
Para pacientes receberem ‘novos’ coração, rins, fígado e córneas, é preciso, antes de tudo, um gesto nobre da família: autorizar a doação de órgãos de um parente que acabara de falecer. É aí que entra em cena o importante trabalho de conscientização da CIHDOTT, principalmente, em casos como este.

“O processo de acolhimento familiar é de extrema relevância para doação, já que muitas vezes, quando o paciente dá entrada no hospital, a família nem sempre compreende o que está acontecendo com seu ente, muito menos, quando é declarada a morte encefálica. Esse é o objetivo da psicologia, o de realizar esse processo de acolhimento familiar e o de auxiliar no processo de racionalização do luto, de morte. Por isso, nosso papel não é a priori ofertar a possibilidade de doação, mas acolher e humanizar o processo de doação de órgãos”, explica o psicólogo e membro da CIHDOTT do HMC, Sérgio Santos Siqueira.

O passo principal para se tornar um doador de órgãos é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. A doação de órgãos é uma manifestação de solidariedade mesmo após a vida, ajudando a salvar e melhorar a vida de muitas outras pessoas.
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