05 de outubro, de 2016 | 11:59
Ruas de Ipatinga ganham protesto contra reforma na educação
Estudantes e professores gritam contra mudanças no ensino e PEC que prevê congelamento de investimentos na saúde e educação
Alex Ferreira
Manifestação circulou por várias ruas entre os bairros Cidade Nobre e Canaã, em Ipatinga
Um grupo formado por estudantes do ensino médio e professores participou, na manhã desta quarta-feira, de um protesto contra a proposta do governo
Manifestação circulou por várias ruas entre os bairros Cidade Nobre e Canaã, em IpatingaTemer para mudanças na Educação.
Vestidos de preto, com as caras pintadas e carregando faixas e cartazes, estudantes e educadores gritaram fora temer e questionaram as propostas de mudar a educação e cortar justamente conteúdos que estimulam o pensamento crítico, como as artes, filosofia, sociologia, entre outros.
Os manifestantes também reclamaram da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 241), que deve ser votada nesta quarta-feira (5).
A PEC prevê o congelamento dos recursos de saúde e educação, a partir de 2018. Inicialmente era para 2017, mas um acerto político para não atingir o humor do eleitorado na campanha para deputado e senador em 2018”, adiou os efeitos da PEC para o fim de 2018.
Pelo plano do governo, o congelamento por vinte anos será incluído na Constituição. Como se trata de alteração constitucional, sua aprovação exige o apoio de três quintos dos votos na Câmara e no Senado. Ou seja, 308 deputados e 49 senadores, um quórum alto e sempre difícil de ser alcançado. Veja o vídeo do Portal Diário do Aço com entrevista sobre o protesto.
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Gildázio Garcia Vitor
05 de outubro, 2016 | 19:03Parabéns aos alunos que participaram desse protesto contra as medidas do governo Temer, mas ele ainda não é o culpado pela falta de verbas para a aquisição de gás. Hoje, o que ouvi foram alunos gritando por merenda, espero que no futuro próximo, bem próximo, esses e outros estudantes das Escolas públicas brasileiras gritem bem alto por professores que, pelo menos, tenham domínio sobre o conteúdo que ministram, que sejam comprometidos e, portanto, não faltem e nem atrasem o início de suas aulas e que, mesmo não gostando e/ou tendo prazer no que fazem, deem de si o melhor que têm, lembrem - se sempre do que o Poeta disse: "Na fogueira do que eu faço, por amor me queimo inteiro".”