10 de outubro, de 2016 | 21:00

Indiciado como executor de homicídio, Leandro Henrique nega o crime

"Eu estava pescando em Joanésia no dia em que ele foi morto", defende-se acusado de crime

Wellington Fred
Leandro, o Zero Um, nega envolvimento com assassinato a tiros e golpes de machado em vítima Leandro, o Zero Um, nega envolvimento com assassinato a tiros e golpes de machado em vítima
Foi preso, nesta segunda-feira (10) mais um dos cinco homens relacionados no inquérito que investiga a morte do mototaxista Wilerson Gomes Cabral Marques, de 37 anos, assassinado a tiros e golpes de machadinha em um mototáxi, no dia 20 de junho, na avenida das Flores, bairro Bom Jardim. Dois já estavam presos.

Apontado nas investigações como o executor do crime, Leandro Henrique Rodrigues, o Zero Um, de 31 anos, nega o envolvimento no homicídio. No inquérito, entretanto, Leandro é citado como o homem que deu os tiros e desferiu os golpes de machado na vítima. A polícia ainda procura o homem que pilotou a motocicleta na fuga após o assassinato, e o mandante.

Prisão

O tenente PM Glauberson informou ao Diário do Aço que chegou a informação segundo a qual Zero Um andava pelas ruas. "Montamos uma operação e encontramos o Leandro na casa de sua sogra, onde estava, também, outro procurado pela Justiça, com mandado de prisão expedido no ano de 2013", detalhou o oficial.

Conforme Gláuberson, pesam contra Leandro indícios levantados pelas investigações e depoimentos de testemunhas que se encontravam no local do crime, na manhã de 20 de junho. Além de ser acusado do homicídio, Leandro também é apontado como autor de uma tentativa de homicídio contra Wilerson, no mês de fevereiro. A motivação do crime estaria relacionada a desentendimentos entre Wilerson e o grupo de Leandro, por causa de pequenos furtos praticados pelo mototaxista no Bom Jardim.

Em entrevista ao Diário do Aço, Leandro negou, de forma veemente, que tenha qualquer relação com o homicídio do mototaxista. "Eu não. Não sei de nada e nem conheço quem morreu. Eu estava pescando em Joanésia no dia em que ele foi morto. Quando eu voltei, em uma quinta-feira, fiquei sabendo que a polícia estava me procurando. Desde a primeira tentativa de homicídio me culpam pelo crime. Mas não fui eu e não faço ideia de quem seja", insistiu.

Mandado

O outro preso na companhia de Zero Um, é Ueliton Neves. Ele disse que respondia, desde 2013, processo por posse ilegal de arma de fogo. Ueliton foi apanhado com uma pistola calibre 9 milímetros. "Para mim, estava em recurso. Hoje ia trabalhar, quando parei para conversar com o Leandro e foi aquela situação, da hora errada, no lugar errado", resumiu.
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