22 de outubro, de 2016 | 11:25
Projeto visa enfrentamento à violência sexual contra a criança e o adolescente
O trabalho será desenvolvido em toda a rede de ensino com a comunidade escolar
IPATINGA - O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Ipatinga (CMDCA) desenvolve, no município, o projeto Fique de Olho”. O objetivo é promover o enfrentamento à violência sexual contra a criança e adolescente. O vice-presidente do CMDCA, Leonardo Oliveira, e a coordenadora da Escola Profissionalizante Tenente Oswaldo Machado (Eptom), Cleoneide Oliveira, chamam atenção para a importância do trabalho.Eles explicam que o trabalho será realizado em toda a rede, nas escolas, com os professores, pais, crianças e adolescentes. Esse projeto visa à informação. Verificar a violência e como tem ocorrido. Por meio do Disk 100, queremos divulgar essa forma de denúncia, que pode ser feita até anonimamente”, pontuam.
Leonardo destaca que o município nunca teve um projeto dessa envergadura. Normalmente tem um dia nacional de alguma coisa e uma semana de evento. Esse projeto tem duração de 10 meses, com uma equipe de profissionais integrada por psicólogos, assistentes sociais, e etc. o projeto será feito também por meio do Eptom”, compara.
O vice-presidente do CMDCA salienta que a equipe do Eptom apresentou projetos que não vão beneficiar somente a entidade, mas sim o município. Leonardo acrescenta que o índice de abuso e violência sexual de crianças e adolescentes no município é alto. Tive informação que houve aumento de denúncias em 44%, acredito que pode ter sido em razão de algumas ações que foram desenvolvidas no município, mas demonstra que existe e é enorme”, lamenta.
O Conselho dispõe de um dado nacional que, a cada caso que chega até os órgãos públicos, outros 20 ficam na omissão. A população é omissa, às vezes por medo de perder o chefe de família, entre outros pontos. Então, o projeto vai até as escolas e unidades de saúde, capacitando tanto os profissionais que lidam com a criança e adolescente, quanto os pais, para prevenção de algumas situações”, reforça Leonardo Oliveira.
Na maioria dos casos, o abusador está dentro de casa. Entre os registros, 60% são pessoas da família. Queremos levar informação para a população, que o professor saiba reconhecer o comportamento daquela criança na escola. E também para a criança, que ela saiba dizer não diante de um toque, diante de uma abordagem. Temos casos em Ipatinga famosos de abusadores. Essa realidade não está longe de nós”, afirmam Leonardo e Cleoneide Oliveira.
O projeto é financiado pelo Conselho da Criança e Adolescente. A participação do Eptom, entidade registrada no conselho e que apresentou o projeto, se dá como executor.
Repórter: Bruna Lage
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