27 de outubro, de 2016 | 10:54

Público acompanha julgamento dos réus do Caso Mariza Fialho

Marido é acusado de contratar pistoleiro para matar a mulher e ficar com o dinheiro dela, conforme investigações da Polícia Civil

Wellington Fred
Público lota a sala do Júri, no Fórum em Coronel FabricianoPúblico lota a sala do Júri, no Fórum em Coronel Fabriciano
Com o salão do Júri lotado ocorre na manhã desta quinta-feira, no fórum Orlando Milanez, em Coronel Fabriciano, o julgamento dos dois acusados do assassinato da cabeleireira Mariza Gonçalves Fialho, de 33 anos.

O marido da vítima, Maurílio Bretas Lage, de 56 anos, é acusado de ser o mandante e de ter planejado o assassinato da mulher. Para isso, contratou José Viana Silva Neto, o Vianinha, de 19 anos, para ser o executor do crime.

O plano, de fingir um latrocínio - roubo seguido de morte da vítima - não deu certo, em função das contradições relatadas por Maurílio, ainda na noite do crime, em 22 de outubro de 2015.

Sócia-proprietária de um conceituado salão de beleza, no Centro Comercial de Timóteo, a morte de Mariza Fialho gerou comoção em 2015 e a polícia considerou o crime esclarecido ainda no mês de novembro daquele ano, com a prisão do mandante, do executor e apreensão de um adolescente de 17 anos, que pilotou a motocicleta na noite do crime.

"Foi na covardia"
Wellington Fred
A mãe da vítima, Vanda, espera justiçaA mãe da vítima, Vanda, espera justiça


Mãe da cabeleireira, Vanda Elizabeth Gonçalves Fialho espera que a justiça seja feita e que os réus digam a verdade perante o Tribunal do Juri. Ela afirma que a morte de Mariza abalou a família e ela vive sob efeitos de medicamentos. "Acredito que Deus está me dando forças para aguentar todo esse sofrimento", afirmou em entrevista ao Portal Diário do Aço.

"A vingança não pertence a nós, nem por força nem por violência. O maior juiz do caso é Deus, mas as autoridades aqui na Terra fazem o seu trabalho e aplicam as leis, que não a trazem de volta. Ele (marido de Mariza) fez uma covardia apenas para pegar o dinheiro dela. Minha filha foi embora muito cedo, vítima de uma crueldade", disse a mãe.

Vanda também afirmou que Maurílio sempre abandonava a família, com o filho, para se entregar ao jogo de baralho. "Consumiu muito dinheiro com o jogo, no coreto da praça e no clube. O que ela conseguiu economizar, colocou no banco para comprar um apartamento. Era esse dinheiro que ele queria", enfatizou.

O casal tinha um filho, ainda criança de cinco anos, que segundo a avó está sob cuidados de uma tia materna. "O menino passou por atendimento psicológico e está bem", concluiu.


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Mariza era sócia de um conceituação salão de beleza no Centro Comercial de TimóteoMariza era sócia de um conceituação salão de beleza no Centro Comercial de Timóteo

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Julgamento aberto às 8h30, sem hora para acabar Julgamento aberto às 8h30, sem hora para acabar
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