19 de novembro, de 2016 | 11:38
Médico oftalmologista começa a cumprir pena por pedofilia
Mauro Roberto Andrade de Souza Penna recorreu até à última instância, mas não se livrou da pena por abuso sexual de duas meninas
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Mauro Roberto Andrade de Souza Penna foi sentenciado em última instância à reclusão por pedofilia
Mauro Roberto Andrade de Souza Penna foi sentenciado em última instância à reclusão por pedofilia O médico oftalmologista Mauro Roberto Andrade de Souza Penna, de 51 anos, que atuava nas cidades do Vale do Aço, apresentou-se à Delegacia da Polícia Civil na cidade de Abre Campo, na Zona da Mata mineira, para cumprir pena de reclusão pelo crime de pedofilia.
Mauro é protagonista de um caso emblemático, que envolve crime contra os costumes, contra duas famílias em Ipatinga. Pesa contra ele a acusação de praticar abuso sexual contra duas meninas, filhas de amigos da família dele. As famílias tinham convivência permanente e, inclusive, faziam viagens de férias juntas. Os abusos ocorriam no ambiente das casas das pessoas, conforme consta no processo.
Mauro foi condenado, na primeira instância, na Comarca de Ipatinga, ao cumprimento de uma pena superior a 23 anos de prisão, conforme foi publicado pelo Diário do Aço no ano de 2013.
As famílias de duas das vítimas do médico fizeram, desde que o caso veio à tona, uma campanha ininterrupta para que houvesse punição. Uma das mães chegou à descoberta por meio de uma carta, escrita pela própria filha, aos 11 anos de idade, sete anos depois da ocorrência do abuso.
Da decisão da Justiça Criminal, na primeira instância, a defesa do médico recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, onde a sentença foi mantida. O caso seguiu, então, com novo recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça. O médico respondeu o processo em liberdade.
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Consulta ao sistema do STJ, retorna o trânsito em julgado do caso do médico oftalmologista
Consulta ao sistema do STJ, retorna o trânsito em julgado do caso do médico oftalmologista Com o trânsito em julgado no dia 11 de outubro de 2016, sem condições novos recursos, foi decretada a prisão do médico, que deveria ter se apresentado na Delegacia da PC em Ipatinga. A sentença no STJ fixou a pena em 10 anos e oito meses de reclusão.
Entretanto, a apresentação ocorreu na delegacia de Abre Campo, somente no dia 11 de novembro e Mauro Roberto foi encaminhado ao presídio local. Caberá agora, ao Juiz da Vara de Execuções Penais de Ipatinga, determinar, ou não, que o condenado cumpra a pena na comarca de origem do processo.
Os motivos da apresentação de Mauro, somente em Abre Campo, ainda não estão esclarecidos, mas uma fonte ouvida pelo Diário do Aço afirma que está relacionada ao fato de a cidade possuir um presídio reformado há pouco mais de um ano e apresentar condições menos insalubres do que os presídios existentes no Vale do Aço.
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Miqueias
19 de novembro, 2016 | 18:02Só Jesus para ter dó dele, porque eu não tenho.”