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22 de novembro, de 2016 | 17:57

Assassinato a machadadas no Ipanemão é julgado em Ipatinga

Primo é sentenciado por homicídio há dez anos, na zona rural de Ipatinga

Wellington Fred + reprodução
Sebastião Rufino (detalhe) tinha 44 anos quando foi morto há dez anos. Primo foi condenado nesta terça-feira, com atenuante Sebastião Rufino (detalhe) tinha 44 anos quando foi morto há dez anos. Primo foi condenado nesta terça-feira, com atenuante

O Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga julgou, na tarde desta terça-feira (22), Airton da Conceição de Paulo, de 44 anos. Ele é acusado de matar, a golpes de machado, o próprio primo, na Grota da Tristeza, no povoado do Ipanemão, zona rural de Ipatinga.

O crime aconteceu na madrugada de 12 de fevereiro de 2006. A vítima foi Sebastião Rufino da Costa, de 44 anos, que foi atingido a machadadas e morreu no local. Notícia publicada pelo Diário do Aço, à época, apontou que o crime foi motivado por uma desavença antiga entre os primos.

O acusado apresentou-se dias depois à Polícia Civil e aguardou em liberdade o julgamento, ocorrido nesta terça-feira. O juiz Luiz Flávio Ferreira presidiu a sessão do júri. O promotor Bruno Jardini representou o Ministério Público. O réu foi defendido pelo advogado José Farias Soares.

O júri acabou em pouco mais de duas horas. Airton foi considerado culpado, mas teve reconhecida, pelo Conselho de Sentença, a atenuante de crime privilegiado, pois o réu agiu “sob forte emoção”. Com esse entendimento, Airton foi condenado a seis anos de prisão no regime semiaberto.

Outro julgamento foi realizado no começo da semana, em Ipatinga e e resultou em uma sentença de 42 anos de cadeia para um dos acusados de matança no interior da extinta boate Fênix, em fevereiro deste ano, em Ipatinga.
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