28 de novembro, de 2016 | 17:42
Servidores estaduais da Fazenda fazem paralisação
Unidade fiscal de Ipatinga também estará fechada para atendimento ao público e trabalhos internos
Servidores das quatro categorias que integram o quadro funcional da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG) programam uma paralisação conjunta nesta quarta-feira (30), em protesto contra a demora do governo estadual em negociar a pauta de reivindicações de segmentos profissionais da secretaria.
Participam da ação auditores fiscais, gestores fazendários, analistas fazendários e técnicos fazendários. Em todo o estado, as unidades da SEF/MG não irão realizar atendimento ao público e demais atividades de trabalho no dia mencionado.
Em Ipatinga, a sede da Superintendência Regional da Fazenda, localizada na avenida 28 de Abril, Centro, também não terá nenhum tipo de atendimento, antecipa o gestor fazendário Sebastião Miranda Jr.
Reivindicações
Além da recomposição das perdas salariais relativas aos três últimos anos, estimadas em cerca de 30%, os servidores querem que o governo corrija distorções internas de cada carreira, tanto remuneratórias quanto referentes à estrutura. Além disso, eles protestam contra o atraso e o parcelamento do pagamento do funcionalismo, medida tomada pelo governo estadual desde janeiro de 2016.
Na opinião do presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG), Lindolfo Fernandes de Castro, não é justo que os servidores arquem sozinhos com o peso dos problemas financeiros do Estado”. Ele defende outras medidas para o ajuste das contas públicas.
É preciso que o governo invista no combate à sonegação de tributos, atualmente negligenciado pelo Estado, além de rever a concessão de benefícios fiscais a grandes contribuintes. Para se ter uma ideia do que essas duas medidas representariam para os cofres públicos, basta dizer que a sonegação de tributos consome em torno de R$ 16 bilhões anuais, enquanto os benefícios fiscais retiram do Estado cerca de R$ 12 bilhões ao ano”, pontua o dirigente.
Uma pauta conjunta de reivindicações dos servidores da Fazenda foi entregue ao governo estadual no dia 13 de outubro. Os dirigentes sindicais das entidades que representam essas categorias obtiveram a garantia de que, no prazo máximo de dez dias, o governo daria continuidade às negociações. Mais de um mês depois, entretanto, nenhum gesto nesse sentido foi feito.
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