01 de dezembro, de 2016 | 06:20
Condenado mais um réu da matança na Boate Fênix
Considerado culpado, Bruno Marcos foi sentenciado a 22 anos de prisão por homicídio e duas tentativas, crimes praticados na pista de dança
Wellington Fred
Julgamento encerrado na noite de quarta-feira: 22 anos de prisão para o segundo envolvido em homicídio e tentativas de homicídio dentro de boate
Julgamento encerrado na noite de quarta-feira: 22 anos de prisão para o segundo envolvido em homicídio e tentativas de homicídio dentro de boate Levado a julgamento nesta quarta-feira, no Fórum Valéria Vieira Alves, em Ipatinga, Bruno Marcos Costa, o Bruninho, de 19 anos, foi sentenciado a cumprir 22 anos de prisão.
O réu respondeu, perante o Júri Popular, por um homicídio e uma dupla tentativa de homicídio, na madrugada de 6 de fevereiro deste ano, no interior da extinta Boate Fênix, localizada no Residencial Ayrton Senna.
No crime, morreram atingidos por tiros Pedro Henrique Matos dos Santos, 18 anos, e Igor Leonardo de Oliveira Gonçalves, de 19 anos. Outros dois jovens que estavam na pista de dança, e sem relação alguma com o caso, também ficaram feridos.
O comparsa de Bruninho no crime, Jeilson Heleno de Jesus Costa, de 21 anos, foi a julgamento, no dia 21 de novembro, e pegou uma pena de 42 anos de prisão.
O próprio réu confessou que sua a intenção era matar somente Igor. A defesa de Bruninho pediu a absolvição pela morte de Pedro e, igualmente, a retirada das qualificadoras das duas tentativas de homicídio.
Na votação, os jurados acataram o pedido da defesa em relação ao segundo homicídio, mas mantiveram as acusações das duas tentativas de homicídio. Quando foi preso, dia 9 de fevereiro, Bruninho abusou, chegando ao deboche após confessar o crime: "a pena é longa, mas não é perpétua".
Motivação
O delegado que atuou na apuração do caso, à época do crime, Gilmaro Alves Ferreira, informou que a motivação estava relacionada a uma dívida de drogas e desentendimento entre os envolvidos.
Jeilson admitiu uma inimizade antiga e confessou que guardava mágoa de Pedro Henrique. Também devia dinheiro a Bruno Marcos Costa, o Bruninho, que por sua vez não escondia a inimizade com Pedro Henrique. Com isso, aceitou um acordo em que se livraria do inimigo e da dívida de drogas.
As imagens das câmeras de segurança mostram os dois atiradores entrando armados na boate, o momento dos tiros e o tumulto que se formou logo depois. As imagens foram determinantes na identificação dos autores e na apuração do caso.
Fechamento
O duplo homicídio, que resultou também em dois jovens frequentadores da boate feridos a tiros, levou ao fechamento do estabelecimento, que teve uma trajetória conturbada, pontuada por inúmeras ocorrências de crimes contra a vida e de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
Conforme noticiado pelo Portal Diário do Aço, desde o começo de sua existência, moradores do Residencial e dos bairros vizinhos pediam, na Justiça, o fechamento da boate, o que só foi possível depois de uma ação do Ministério Público, ao firmar um Termo de Ajustamento de Conduta com os proprietários .
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