01 de dezembro, de 2016 | 17:59
Água volta a correr no ribeirão do Boi
Seca no afluente do rio Doce durou cerca de seis meses
Alex Ferreira
Depois de seca que durava desde o mês de maio, chuva restabeleceu o fluxo de água do manancial
Depois de seca que durava desde o mês de maio, chuva restabeleceu o fluxo de água do manancial A chegada do período chuvoso pôs fim à seca no ribeirão do Boi, que tangencia o distrito de Revés do Belém, no município de Bom Jesus do Galho, antes de desaguar no rio Doce.
Em maio, os moradores do distrito, cujo abastecimento de água pela Copasa tinha como fonte o manancial, viram o curso d'água secar aos poucos, até que não restou mais um fio de água sequer. Para garantir o abastecimento da população, estimada em três mil pessoas, a Copasa passou a extrair água de poços artesianos e a utilizar caminhões-pipa. Moradores mais antigos da região afirmaram que nunca tinham visto uma seca tão intensa.
A preocupação teve fim no dia 24 de outubro, quando o ribeirão voltou a encher. Com isso, as bombas da Copasa foram religadas, restabelecendo o abastecimento normal no distrito.
Conforme divulgado pelo Diário do Aço em 24/9 com a reportagem "Ribeirão do Boi está sem água desde maio", além de uma estiagem atípica, pesou na degradação do ribeirão a captação irregular de água em sua bacia, para fins de irrigação na agricultura no município de Vargem Alegre, onde cada proprietário represou nascentes e pequenos cursos dágua, que davam vida ao ribeirão do Boi.
Além da Polícia Militar de Meio Ambiente, o caso foi alvo da atuação de órgãos ambientais de Minas Gerais, com a autuação de pessoas flagradas na prática de irregularidades.
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