11 de fevereiro, de 2015 | 09:23

Motim no presídio de Fabriciano

Cinco presos são transferidos para a Penitenciária Nelson Hungria


FABRICIANO – Um princípio de rebelião nesta semana gerou a transferência de cinco presos, identificados como líderes do movimento no presídio de Coronel Fabriciano. Um preso ficou ferido na ação de agentes penitenciários para retomar a ordem no estabelecimento. O trabalho teve apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

O diretor do presídio, Edmar Soares de Sousa, informou que na terça-feira houve a reunião do Conselho de Disciplina para tratar da situação dos presos que tinham cometido faltas. Um dos presos, acusado de cuspir em um agente, não aceitou a punição e começou a por fogo na cela, incendiando colchões e roupas de cama, que foram jogados em chamas para os corredores.

Os presos de outras duas celas decidiram aderir ao movimento, com fogo nos objetos. O reforço da Polícia Militar foi acionado para o apoio aos agentes penitenciários e o Corpo de Bombeiros chamado para apagar o fogo.

“Tivemos que empregar a força para conter os presos nas celas e evitar que eles estourassem as grades e saíssem para os corredores. O motim foi contido sem maiores gravidades, com apenas um preso ferido, atendido na enfermaria e liberado em seguida”, detalhou o diretor.

Edmar Soares afirmou ao DIÁRIO DO AÇO que a alegação de vários presos é que já estão condenados e querem a transferência para a Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba. “O preso já condenado sempre quer ir para uma penitenciária, onde tem condições melhores e pode estudar e trabalhar. São condições que o preso consegue numa penitenciária e que não existem dentro de um presídio. O problema é a carência de vagas”, enfatizou.

Medidas

Com a situação sob controle, os líderes do movimento foram identificados como Bruno Soares Almeida, Guilherme de Souza, Douglas Alves Alvarenga, Natanael Silveira Campos e Wemerson Domingos Soares, e transferidos para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

Atualmente 260 pessoas estão encarceradas no presídio local, construído para abrigar 194 presos. Os que já foram condenados estão na fila, à espera de vagas nas penitenciárias.

Nesta quarta-feira, 10, a direção da Penitenciária de Ipaba comunicou que deverão surgir algumas vagas para transferências, mas o diretor Edmar Soares observa que só serão transferidos para Ipaba os presos com excelente comportamento, que, comprovadamente não tenham qualquer participação o motim de terça-feira.

“Temos tentado atender ao que determina a lei e transferir os presos, assim que eles são condenados. O fato é que a PDMC também está cheia e não tem vagas”, concluiu o diretor. 
 

Já publicado sobre situação de presídios no Vale do Aço:

Seds avalia a situação do Ceresp - 21/01/2015

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