27 de janeiro, de 2016 | 20:39
Mãe é autuada como suspeita de matar bebê em Ipaba
Corpo de criança de três meses é sepultado em meio a comoção de parentes e vizinhos
Com atualização da informação às 15h05
IPABA - Foi autuada na noite desta quarta-feira (27/1), e está recolhida à Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, Maria Paula David, de 20 anos, acusada de homicídio por espancamento e asfixia do próprio filho, Wayne David Nogueira, de apenas 3 meses e 9 dias de vida.
O corpo do menino foi sepultado em meio a muito choro, no fim da manhã desta quinta-feira, no Cemitério de Ipaba, com participação de familiares e vizinhos, abalados com o crime, que gerou forte comoção. Veja a atualização da informação sobre o sepultamento e a entrevista com o pai da criança.
A ocorrência foi registrada por volta das 15h30 de quarta-feira, quando policiais militares do destacamento de Ipaba foram acionados a comparecer na Unidade Básica de Saúde, com a informação que tinha dado entrada uma mulher levando o filho que supostamente estaria passando mal.
Entretanto, o médico de plantão constatou que a criança estava morta. Quando os policiais chegaram, a mãe alegou que deu um chá para o filho há uma semana, quando surgiu uma mancha no rosto do menino.
Sobre alguns arranhões no rosto do bebê a mãe alegou que foram provocados pelas unhas da criança. Além disso, havia vários ferimentos pelo corpo, que foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal, em Ipatinga.
Maria Paula também afirmou que caiu com a criança no colo, mas não observou nada de anormal. No IML, entretanto, o médico legista verificou que a causa da morte foi asfixia devido a um trauma torácico, seguido de hemorragia, provavelmente provocados por espancamento, conforme informado ao Portal Diário do Aço, pela polícia.
O pai, Aguinaldo Franco Nogueira, informou que saiu para trabalhar por volta das 7h25 desta quarta-feira e a criança estava sem problemas e apenas com uma mancha no rosto, decorrente das unhas do próprio bebê.
Também afirmou que nunca notou qualquer agressividade por parte de sua mulher em relação ao filho. Já, os vizinhos afirmaram à polícia que a mãe não queria ter o filho. E disseram ainda ter conhecimento que Maria Paula teve um parto tumultuado por ela mesma. [[##1167##]]
Atuação
A mulher foi detida e levada à 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil em Ipatinga, para ser ouvida pelo delegado de plantão, Jorge Caldeira, que determinou o encarceramento de Maria Paula, colocando-a à disposição da Justiça.
Em conversa com o Portal Diário do Aço, Maria Paula negou ter agredido o menino, informando que sofreu uma queda com a criança. "Não tenho coragem de bater nele, não. Caí com ele no chão", disse a mulher, usando um tom de voz bem baixinho.
Embora na entrevista no começo da noite, Maria Paula David tenha negado as agressões, ao ser ouvida na delegacia, o delegado plantonista entendeu que ela deveria ser presa.
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