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20 de fevereiro, de 2016 | 18:01

Preso segundo envolvido no crime da Fênix

Justiça de Ipatinga decretou a prisão de rapaz que foi localizado por policiais escondido na casa de familiares, em Virgolândia


IPATINGA - Já se encontra recolhido na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, Jeilson Heleno de Jesus Costa, de 21 anos. Ele é um dos envolvidos na dupla tentativa de homicídio e no duplo homicídio ocorrido na boate Fênix, no último dia 6 de fevereiro. Jeilson é o segundo a ser preso pelo crime e foi localizado na madrugada desse sábado (20/2) escondido na casa de familiares, em Virgolândia, no Vale do Rio Doce, distante 188 Km de Ipatinga.

Além de Jeilson, participaram do crime ocorrido durante a madrugada na Boate, localizada no residencial Ayrton Senna, Bruno Marcos Costa, o “Bruninho”, de 19 anos. Bruninho foi preso no último dia 9, escondido na região dos Cocais dos Arruda, Córrego dos Bertoldo, na zona rural de Coronel Fabriciano, como já divulgou o portal Diário do Aço.

Foram assassinados no interior da boate, Pedro Henrique Matos dos Santos, de 18, e ainda Igor Leonardo de Oliveira Gonçalves, de 19 anos. Saíram baleados, Kelly Andrade Mendes da Silva, de 16, e Gustavo Rodrigues Amaro, de 19 anos. Já foi provado, pelas investigações policiais, que Kelly e Gustavo não eram alvos da dupla que entrou atirando na Fênix e foram feridos por balas perdidas.

A prisão de Jeilson, mediante o mandado de prisão expedido pela Justiça de Ipatinga, aconteceu mediante uma força tarefa montada com integrantes do 14º Batalhão ipatinguense, do 58º BPM de Coronel Fabriciano e com o apoio da Polícia Civil.

Os policiais comandados pelo tenente Flávio Batista, do 58º BPM, foram sexta-feira à noite para Virgolândia onde conseguiram localizar a casa do tio de Jeilson, com o apoio da PM da cidade. Por volta das 4h, o rapaz foi preso e confessou a participação no crime, para a surpresa dos familiares do jovem. “Monitoramos o local e a casa onde ele estava. Não houve resistência do rapaz”, disse o tenente.

Confissão
O preso confessou que participou do crime, juntamente com Bruno, devido os problemas que já tinha com Pedro Henrique e, como devia cerca de R$ 500 ao segundo envolvido no crime, este também ameaçado por Pedro, os dois resolveram arquitetar o plano. “Neste acordo entre os dois, ambos se veriam livre de Pedro Henrique e ao mesmo, Jeilson também se veria livre da dívida de drogas com Bruno”, revelou o tenente Flávio.

O portal Diário do Aço apurou que a dupla contou com o apoio de uma terceira pessoa para dar “suporte logístico” na execução. Este rapaz buscou Jeilson e Bruno no Vale do Sol, no bairro Vila Celeste, levando-os até a boate, em um carro roubado. O terceiro autor, já identificado, ficou no veículo esperando a realização do crime. 

Após a consumação do atentado na boate, os dois autores foram levados de volta ao Vale do Sol. O segundo a ser preso alega que ficou no matagal, assim que o dia clareou pegou um mototáxi até a saída de Ipatinga. Ele embarcou em um ônibus até Governador Valadares e depois pegou outro coletivo até Virgolândia. [[##1198##]]

Armas
Sobre as duas armas usadas no crime, Jeilson alegou que elas ficaram com Bruno, contradizendo o que disse seu comparsa ao ser preso na zona rural de Coronel Fabriciano, na região dos Cocais. Ele afirmou que perdeu as armas durante a confusão, após os disparos contra as vítimas. O assassino confesso, acompanhado de seu advogado, não quis dar entrevista à imprensa. 

O delegado Gilmaro afirmou que foram ouvidas várias pessoas no inquérito. “Foram colhidos os depoimentos das duas vítimas baleadas, estamos com os laudos, relatórios de necropsia, e a situação do primeiro autuado e com o que foi narrado pelo segundo envolvido”, explicou o delegado, não descartando a realização de uma acareação entre os dois presos.

Sobre a situação da boate, Gilmaro revelou que a situação da casa de shows é regular junto aos órgãos municipais. “Mas estamos verificando a frequência dos menores. Pelos vídeos constatamos isso e outras situações que estamos verificando, mas não podemos falar ainda para não atrapalhar as investigações sobre o caso”, finalizou o delegado.

 

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