12 de julho, de 2016 | 12:58

Localizado carro com corpo carbonizado

Polícia registrou, na manhã de terça-feira, encontro de um veículo incendiado e com um cadáver


BELO ORIENTE  Um homem foi encontrado assassinado e com o corpo carbonizado dentro de um carro, em uma área que pertence a uma empresa de reflorestamento com eucalipto. O cadáver estava no interior de um carro, também totalmente queimado. A polícia ainda não tem pistas da motivação e tampouco dos autores da execução.

No fim da manhã, policiais militares foram informados da localização de um carro incendiado em meio a um matagal na área de plantio de eucalipto da Cenibra, em Belo Oriente.

Uma equipe foi ao local e confirmou a denúncia, localizando o Chevrolet Celta, placas HNM-9075 (Periquito/MG), veículo que seria utilizado para transporte clandestino de passageiros na cidade de Naque.

No interior do automóvel, havia restos mortais de um homem, que foram removidos para o Instituto Médico-Legal (IML) em Ipatinga e permitiram identificar o corpo do motorista Divino Lazarino Arcanjo, de 55 anos.

A vítima foi atingida por três tiros, conforme exame de necropsia na tarde passada. No IML, familiares confirmaram que o corpo era mesmo de Divino. “Aqui no Naque todos o conheciam por fazer transporte de passageiros. Era uma pessoa boa”, conta um morador em contato com o Diário do Aço.

Divino era separado do primeiro casamento na cidade de Periquito, mas vivia com uma segunda mulher, em Naque. Ele deixou duas filhas, do primeiro casamento, que também residem em Naque.

Contato

Moradora de Naque, a atual companheira, Fernanda Nunes, disse ao Portal Diário do Aço que conversou com Divino, pela última vez, por volta de 14h de segunda-feira (11).

"Conversamos bastante e ele avisou que apareceria lá em casa, como fazia sempre. À noite, não apareceu e eu pensei em ligar. Como estava com forte dor de cabeça, dormi cedo. Quando acordei, nesta terça-feira, ele ainda não tinha chegado e comecei a procurá-lo”, explicou. [[##1419##]]

Fernanda soube do ocorrido com Divino por meio de uma prima. “Ela não teve condições de me contar e foi relatar à minha mãe que havia suspeita que o tivessem matado. Todas as características levam a entender que é ele mesmo”, disse ao sair do IML, em Ipatinga, no fim da tarde.

A mulher acrescentou que o marido não havia relatado, ultimamente, qualquer preocupação. Era sempre alegre e muito prestativo. Fazia corrida de carro com as pessoas, mesmo que elas não pudessem pagar na hora. “Se tinha alguma rixa, nunca me relatou nada”, concluiu.
 

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