07 de dezembro, de 2009 | 20:23
Gasoduto pronto em março de 2010
Grandes empresas da região serão os principais consumidores de gás. A maioria já fechou o contrato de fornecimento com a Gasmig.
IPATINGA Em entrevista ao jornal DIÁRIO DO AÇO, a assessoria de Comunicação da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) informou que o gasoduto deve ficar pronto em março de 2010 e seus principais clientes são as grandes empresas da região do Vale do Aço: Cenibra (Belo Oriente) e as duas usinas da ArcellorMital (Timóteo e João Monlevade).
Ainda segundo a assessoria, somente a Usiminas não fechou contrato com a Gasmig. Assim que o empreendimento for finalizado, o início do fornecimento de gás natural só dependerá de licenciamento ambiental.
Em compensação, os postos de combustíveis não demonstraram o mesmo interesse pelo gás natural que as grandes empresas. De acordo com a assessoria da Gasmig, o elevado investimento na estrutura dos postos para abastecer os veículos com gás natural justificaria o desinteresse.
Outro motivo apontado pela Gasmig como desestímulo para os contratos com postos de combustíveis é a falta de empresas que instalem o kit de conversão de combustível nos automóveis. Por causa disso, apenas três postos da região iniciaram negociação de fornecimento de gás com a Gasmig, mas nenhum deles fechou contrato até o momento.
As obras do gasoduto foram divididas em três lotes. O lote 1 tem início em Ouro Branco e vai até Ouro Preto. O lote 2 vai de Ouro Preto até João Monlevade. O Vale do Aço está inserido no lote 3, de João Monlevade até Belo Oriente. O gasoduto tem, ao todo, 280 km e, segundo a Gasmig, 60% das obras estão concluídas.
Vantagens
A assessoria da Gasmig ainda informa que o gás natural é um dos combustíveis mais nobres, devido ao seu poder calorífico, e sua combustão é menos poluidora que outras fontes, como óleo ou carvão. De acordo com informações do site Ambiente Brasil, o gás natural contribui para a redução do tráfego de caminhões que transportam outros tipos de combustíveis e não requer estocagem.
A disponibilidade do gás ainda pode atrair novas empresas, contribuindo para a geração de empregos na região. Por ser mais leve do que o ar, o gás se dissipa rapidamente pela atmosfera em caso de vazamento.
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