08 de dezembro, de 2009 | 11:59
Segundo mandato para Ipatinguense na Federaminas
Reeleição garante sequencia de projetos para fortalecimento de entidade das associações comerciais em Minas Gerais
IPATINGA O presidente da Federação das Associações Comerciais de Minas Gerais (Federaminas), Wander Luís Silva, foi reeleito para o mandato 2010/2011 à frente da entidade. A eleição, por aclamação, na sexta-feira (4), ficou livre de disputas. De um total de 55 membros, 50% são de nomes novos à frente da diretoria. Nove integrantes são mulheres empreendedoras de Minas Gerais.
O dirigente conta que, ao disputar e vencer a eleição em 2007, o principal foco do seu trabalho foi a interiorização das ações da entidade. Precisávamos levar a Federaminas às cidades onde há associações comerciais, mesmo porque a entidade tinha amplo reconhecimento em Belo Horizonte, mas era desconhecida em muitas cidades mineiras”, justificou.
Conhecedor da força econômica das entidades no interior, Wander Luís conta que nos dois anos de seu primeiro mandato foram visitadas 260 associações comerciais. O dirigente acredita que esse trabalho resultou na sua reeleição para mais um mandato.
Outro grande feito, explica Wander, foi a compra da sede própria para a entidade, ocorrida em novembro do ano passado, quando a Federaminas tornou-se dona de um andar inteiro do prédio do antigo Banco da Lavoura localizado na avenida Afonso Pena, na Praça 7, centro comercial de Belo Horizonte.
Sobre as metas para 2010, Wander Luís explica que se trabalha cada vez mais a valorização das micro e pequenas empresas, fortalecimento das ações do Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Micro Empresa (Sebrae) e políticas municipais. Mas há um programa de especial interesse, para que as prefeituras valorizem fornecedores locais e evitem evasão de divisas. Muitas prefeituras poderiam comprar das empresas de suas cidades, dentro do que estabelece a questão legal”, explica.
O que é?
A Federaminas é uma entidade criada em 1954, em Uberlândia, para tratar dos interesses das associações comerciais já existentes à época em Minas e que chegam hoje a cerca de 400 associações comerciais e empresariais do Estado.
Desde sua fundação, no entanto, pela primeira vez em 2008 foi eleito um presidente representante de entidade do interior. Quando foi eleito, Wander Luís presidia a Associação Comercial de Ipatinga.
Setor produtivo tem
desafios no interior
Andar pelo interior de Minas Gerais, explica o presidente da Federaminas, Wander Luís, foi importante para conhecer a realidade de cada associação, variáveis de acordo com as diferenças culturais e ideológicas.
Quisemos identificar onde a Federação pode contribuir para o fortalecimento das micro e pequenas empresas. São muitas as demandas e muitos assuntos já foram alvo de discussões e encaminhamentos junto aos setores competentes do governo estadual ou da União”, destaca.
Wander Luís explica que, do Vale do Aço, por exemplo, a principal reivindicação é em relação à duplicação da BR-381 Norte, entre Belo Horizonte e Governador Valadares. Temos 65 associações comerciais nas cidades no entorno da rodovia e vamos coordenar uma discussão com participação de outros órgãos constituídos, em busca de solução para a demanda”, explica.
Reação contra guerra fiscal
Wander Luís explica que, nas associações comerciais da Zona da Mata mineira, especialmente em Leopoldina e Além Paraíba, foi encontrada uma situação grave, com a guerra fiscal” criada com a decisão do governo do Rio de Janeiro, de reduzir o IMCS a 2%. A medida provocava desvio de investimentos para as cidades vizinhas.
Mas a mobilização rendeu resultado, porque o governador Aécio Neves decidiu, por meio de um decreto, que naquela região a tributação do IMCS passaria também a 2% para garantir a sobrevivência dos negócios em Minas”, explicou.
Mas há problemas com a disparidade fiscal também nas cidades fronteiriças com São Paulo, e que atinge principalmente o comércio e a indústria locais.
Em relação ao Imposto Sobre Propriedade de Veículo Automotor, empresas que operam em Minas estavam registrando seus carros em outros Estados, por causa da alíquota de 1%. A saída foi reduzir, também em Minas, a tributação do IPVA das locadoras de veículos.
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